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Nesta sexta-feira, Cuiabá reforça a importância do cuidado humanizado ao destacar o Dia do Profissional Paliativista, celebrado em 31 de janeiro conforme a Lei Municipal nº 7.376/2025. Para marcar a data, a vereadora Katiuscia Mantele, responsável pela criação da lei, promoveu na última semana a entrega de moções de aplausos a 105 profissionais da área.
A solenidade reuniu autoridades municipais, entre elas a secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Oliveira, além da secretária adjunta de Atenção Primária da Saúde. O momento foi dedicado à reflexão sobre a valorização da vida e à relevância dos cuidados paliativos dentro do sistema público de saúde, especialmente com iniciativas como o Programa Melhor em Casa, existente no município.
Os profissionais paliativistas atuam diretamente no atendimento a pessoas com doenças graves e incuráveis, oferecendo suporte para garantir dignidade e qualidade de vida. Mais do que tratar sintomas, esses especialistas enxergam o paciente de forma integral, considerando suas histórias, emoções e necessidades humanas.
A atuação envolve uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Esse trabalho conjunto permite um cuidado completo, que abrange aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais, proporcionando acolhimento não apenas ao paciente, mas também à família.
De acordo com a gestão da saúde municipal, a Atenção Primária exerce papel fundamental nesse processo, sendo a porta de entrada e também o acompanhamento contínuo dos pacientes. Muitos recebem assistência em casa, onde passam seus últimos momentos com suporte profissional, garantindo conforto mesmo sem possibilidade de cura.
Entre os homenageados, a fisioterapeuta Greice Rocatto destacou a relevância do reconhecimento. Ela relatou que sua aproximação com os cuidados paliativos ocorreu durante a pandemia de Covid-19, período em que vivenciou intensamente o sofrimento de pacientes. A experiência a motivou a aprofundar seus conhecimentos para aliviar dores que vão além do físico, incluindo dimensões emocionais e espirituais.
Segundo ela, o cuidado paliativo exige uma visão ampla do ser humano, considerando sintomas como dor, falta de ar e náuseas, além de questões psicológicas, sociais e espirituais que se intensificam em estágios avançados da doença.
Autora de três leis relacionadas ao tema, Katiuscia Mantele reforçou a necessidade de expansão dessa política pública. Para a vereadora, reconhecer o trabalho desses profissionais é essencial para fortalecer um modelo de cuidado que promove acolhimento, serenidade e dignidade em momentos delicados da vida.
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