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Anticorpo contra vírus respiratório passa a ser aplicado em prematuros na rede pública de MT

Anticorpo contra vírus respiratório passa a ser aplicado em prematuros na rede pública de MT

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Nesta sexta-feira (10.4), a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso anunciou a disponibilização do imunobiológico nirsevimabe para bebês prematuros, garantindo proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite. A aplicação ocorre em 29 maternidades e hospitais habilitados no estado.

Na rede pública, três unidades atuam como referência: os hospitais regionais de Colíder, Cáceres e Sorriso. O medicamento, que é um anticorpo monoclonal, é utilizado na prevenção de formas graves de infecção pelo VSR. Até o momento, o Hospital Regional de Colíder aplicou duas doses, o de Sorriso administrou 10, enquanto o Hospital Regional de Cáceres já realizou a aplicação em 25 bebês prematuros.

Ao todo, 726 doses do imunobiológico já foram distribuídas pela Secretaria, sendo 37 destinadas à regional de Cáceres, 14 para Colíder e 30 para Sorriso. A distribuição segue critérios baseados na estimativa de nascidos vivos elegíveis.

O público prioritário inclui recém-nascidos prematuros com até 36 semanas e 6 dias de gestação, que podem receber a dose ainda durante a internação, logo após o nascimento. O medicamento foi adquirido pelo Ministério da Saúde e é ofertado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o secretário estadual de Saúde, a aplicação precoce é essencial para reduzir riscos de complicações, como bronquiolite grave e pneumonia, contribuindo para evitar internações e óbitos.

A Secretaria também informou que hospitais particulares não receberão diretamente o imunobiológico. Nesses casos, será necessário acionar a Vigilância Municipal para que a aplicação seja realizada pelas equipes das prefeituras.

Além dos prematuros, a estratégia prevê a ampliação do público futuramente, contemplando crianças de até 2 anos com comorbidades, como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas, imunodeficiências, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias das vias aéreas.

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