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Na quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a discursar sobre comer carnes como forma de melhorar a vida da população brasileira, ampliando o tradicional discurso sobre o consumo durante evento realizado na reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA).
Durante a fala, Lula afirmou que os brasileiros têm direito a consumir produtos de qualidade e destacou que a população mais pobre também deseja acesso a alimentos considerados mais nobres.
“O pobre gosta de se vestir bem, gosta de estudar, gosta de comer produtos de primeira qualidade”, declarou o presidente.
Na sequência, Lula mencionou diferentes cortes de carne ao comentar sobre o poder de compra da população.
“A gente não quer bofe, a gente quer filé. A gente quer picanha, a gente quer alcatra, a gente quer maminha”, afirmou.
A “picanha” se tornou uma das principais marcas dos discursos de Lula durante a campanha eleitoral de 2022, sendo frequentemente utilizada como símbolo da promessa de melhora econômica e aumento do poder de compra da população.
Discurso x Prática
Apesar da retomada do discurso, os preços dos alimentos seguem em alta no país. Dados da Universidade de São Paulo (USP), considerando os anos de 2024 e 2025, apontam que a carne bovina registrou aumento de aproximadamente 45% no atacado em São Paulo.
Além das carnes, produtos hortifrutigranjeiros também apresentaram reajustes expressivos, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na última terça-feira (12).
Entre os produtos com maiores aumentos estão a cenoura, com alta de 79,35%, seguida pelo tomate, citado no discurso de Lula, com reajuste de 54,34%. O levantamento também aponta aumento no preço do pepino, abobrinha, repolho, cebola, morango, batata-inglesa, couve-flor e brócolis.
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