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Nesta terça-feira (26), o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, reagiu duramente às críticas feitas pelo senador Wellington Fagundes sobre a decisão do Governo do Estado de reassumir a MT-170, antiga BR-174, na região noroeste de Mato Grosso.
Durante declaração pública, Mauro afirmou que o parlamentar agiu com “cara de pau” ao questionar a medida, alegando que Wellington teve influência sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) durante anos, sem conseguir viabilizar melhorias na rodovia.
“Vocês vão ver um exemplo de um político cara de pau e que não tem respeito nenhum com a população do nosso Estado”, declarou o ex-governador ao comentar as críticas do senador.
A resposta ocorreu após Wellington classificar como “um erro” a decisão do Executivo estadual de assumir a rodovia que liga os municípios de Juína, Castanheira, Juruena, Aripuanã e Colniza, em um trecho superior a 270 quilômetros.
Mauro Mendes afirmou que, durante os 14 anos em que a estrada esteve sob responsabilidade federal, a população enfrentou abandono e dificuldades constantes de trafegabilidade.
“Durante esses 14 anos, o que aconteceu na prática com esta BR-174 foi um total abandono: atoleiro, desespero das pessoas que chegavam a demorar ali vários dias”, afirmou.
O ex-governador também criticou a atuação política de Wellington Fagundes ao longo dos mandatos como deputado federal e senador.
“Wellington Fagundes foi deputado federal por cinco ou seis mandatos, está no segundo mandato de senador e durante muitos anos ele mandou no DNIT. Era ele que nomeava os representantes do Governo Federal aqui. E por que nada mudou?”, questionou.
Na declaração, Mauro também citou as obras de duplicação da BR-163 e afirmou que o Estado avançou em infraestrutura rodoviária nos últimos anos.
“Já entregamos mais de 200 quilômetros de duplicação da BR-163. Será que o senador Wellington considera isso também um erro?”, disse.
O ex-governador ainda rebateu novas críticas do senador e afirmou que o Governo do Estado seguirá realizando obras consideradas importantes para a população mato-grossense.
Segundo Mauro Mendes, o trecho que atravessa reserva indígena também enfrentava lentidão nas obras sob responsabilidade federal.
“Essa rodovia também é do Governo Federal e são mais de 100 quilômetros que atravessam a reserva indígena. O Governo Federal em 3 anos fez apenas 12 quilômetros. E o Governo do Estado em 3 anos fez 3 mil quilômetros de asfalto”, declarou.
WF retruca
Ainda na terça-feira (26), o senador Wellington Fagundes rebateu as declarações do ex-governador Mauro Mendes, que o chamou de “cara de pau” após críticas envolvendo a estadualização da antiga BR-174, atualmente denominada MT-170.
Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington afirmou que Mauro reagiu de forma exagerada às declarações sobre a rodovia.
“Fiquei estarrecido ao ver uma gravação em que o ex-governador Mauro quase enlouquecido por uma afirmação que eu sequer fiz. Apenas cobrei que a estadualização de uma estrada federal grandiosa traz ônus para o Estado, por isso, à época, fui contra”, declarou o senador.
A MT-170 corresponde ao trecho da antiga BR-174 entre os municípios de Castanheira, Juruena e Colniza. A rodovia foi estadualizada em junho de 2022 com o objetivo de acelerar a pavimentação de aproximadamente 271 quilômetros.
Segundo Wellington, ele participou de uma reunião promovida pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso com vereadores de municípios da região entre Juína e Vilhena para discutir a situação da estrada.
De acordo com o parlamentar, durante o encontro foram relatados problemas graves na rodovia, incluindo deterioração do asfalto e dificuldades de trafegabilidade.
“Os vereadores denunciaram o péssimo estado de uma estrada que o Estado construiu e que, em menos de um ano, está praticamente se desmanchando, além dos acidentes e da intrafegabilidade em alguns trechos”, afirmou.
Wellington também informou que o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, decidiu acompanhar e fiscalizar a situação da rodovia após as denúncias apresentadas.
Durante a manifestação, o senador ainda citou o governador Otaviano Pivetta ao comentar problemas enfrentados pelo Governo do Estado em outras obras de infraestrutura, como o caso do Portão do Inferno.
Segundo Wellington, o debate faz parte do período pré-eleitoral e deve continuar nos próximos meses.
“Na eleição, muito mais discussões haverá, porque isso é natural. A disputa política permite o contraditório e o debate às claras”, afirmou.
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