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Nesta segunda-feira (08), o deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou estar tranquilo após ser alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal durante a Operação Gemini, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo o desembargador afastado Dirceu dos Santos.
Ao deixar sua residência, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, o parlamentar declarou que recebeu os agentes sem resistência e ressaltou que a investigação não tem relação com sua atuação na Assembleia Legislativa.
“Recebemos a polícia com tranquilidade, não tem nada a ver com o meu mandato de deputado. É uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, afirmou aos jornalistas.
Faissal explicou ainda que não teve acesso ao conteúdo completo da decisão judicial, mas garantiu estar disposto a colaborar com as investigações.
“Quem não deve não teme, preciso me inteirar mais”, disse.
Questionado sobre o fato de a operação apurar suposta venda de sentenças, o parlamentar negou qualquer envolvimento.
“Isso não é verdade. Não tem nenhuma transação minha com ele. Eu sou o mais interessado para que isso seja esclarecido. Desde que virei deputado, perdi todo o contato, simplesmente me afastei. Pode investigar o que for, eu tô muito tranquilo”, declarou.
O deputado também informou que, durante o cumprimento do mandado em sua residência, os policiais apreenderam apenas seu telefone celular.
Sobre informações relacionadas à apreensão de armas e relógios, Faissal afirmou que os objetos podem ter sido encontrados em endereços de outros investigados envolvidos na operação.
A Operação Gemini foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de irregularidades relacionadas à comercialização de decisões judiciais. As investigações seguem em andamento e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades competentes.
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