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Na noite dequarta-feira (22), um homem de 35 anos foi baleado com três tiros no bairro CPA IV, em Cuiabá, durante uma ocorrência envolvendo a devolução de um telefone celular perdido. O caso mobilizou equipes do 3º Batalhão da Polícia Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Corpo de Bombeiros.
De acordo com as informações preliminares da Polícia Militar, uma jovem de 18 anos, filha de uma policial penal, perdeu o aparelho celular no último sábado em um shopping da capital. Pelo sistema iCloud, ela deixou uma mensagem para que quem encontrasse o telefone entrasse em contato para providenciar a devolução.
Ainda conforme a versão apresentada à PM, na segunda-feira a jovem recebeu uma ligação de uma pessoa que teria condicionado a devolução do aparelho ao pagamento de uma quantia em dinheiro. As conversas teriam continuado entre segunda, terça e quarta-feira, até que foi combinado um local para a entrega do celular.
Segundo a polícia, um motociclista chegou ao ponto de encontro com o aparelho. Durante a conversa entre ele e a proprietária do telefone, a mãe da jovem, que é policial penal, apareceu para realizar a abordagem.
Ainda conforme o relato policial, o motociclista teria reagido à tentativa de abordagem. Diante da situação, a policial penal efetuou pelo menos quatro disparos. Três tiros atingiram o homem e um acertou a motocicleta. Ferido, ele caiu no local.
A vítima recebeu os primeiros atendimentos do SAMU e do Corpo de Bombeiros e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde passou por cirurgia. Até a última atualização, o estado de saúde era considerado grave, mas ele permanecia vivo.
Entretanto, a família do homem contesta a versão apresentada inicialmente. Em entrevista ao SBT Comunidade, o irmão da vítima afirmou que ele não encontrou o celular e não participou de qualquer tentativa de extorsão.
Segundo o familiar, o rapaz apenas foi contratado para realizar a entrega do aparelho, recebendo R$ 100 pelo serviço. A família sustenta que ele nunca exigiu dinheiro da proprietária do telefone e nega qualquer envolvimento em chantagem ou extorsão.
Após o episódio, conforme informou a Polícia Militar, a policial penal deixou o local e deverá se apresentar à Polícia Civil, acompanhada por um advogado, para prestar esclarecimentos.
A Polícia Civil instaurou investigação para apurar todas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a negociação para devolução do celular, a abordagem realizada e a legalidade do uso da arma de fogo. As diferentes versões apresentadas serão analisadas ao longo das investigações.
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