Nesta sexta-feira (31), as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá completaram três dias consecutivos sem pacientes internados nas salas de medicação à espera de vagas em enfermarias hospitalares, conforme informou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
O resultado contempla as UPAs Norte (Morada do Ouro), Leste (Leblon), Oeste (Verdão) e Sul (Pascoal Ramos), que seguem com as salas de medicação zeradas, sem pacientes aguardando transferência para leitos hospitalares.
Além disso, a rede municipal de urgência e emergência dispõe atualmente de 55 leitos disponíveis, entre enfermarias clínicas, pediátricas e boxes de emergência, cenário considerado positivo mesmo durante o período de estiagem, quando normalmente ocorre aumento na demanda por atendimentos relacionados a doenças respiratórias e outros problemas de saúde.
Segundo a Prefeitura, o resultado é consequência de uma força-tarefa envolvendo equipes da Atenção Secundária, gestores das UPAs, hospitais da rede municipal e a Central de Regulação Estadual, que atuam para agilizar a transferência de pacientes e otimizar a ocupação dos leitos.
A estratégia inclui ações integradas entre as UPAs, o Hospital São Benedito, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), o Hospital e Pronto-Socorro Municipal e a Central de Regulação Estadual, permitindo maior rapidez na liberação e ocupação das vagas disponíveis.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, o resultado reflete o acompanhamento diário da ocupação das unidades e o planejamento permanente dos fluxos de atendimento, garantindo mais segurança e agilidade aos pacientes da rede de urgência e emergência.
Já o secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça, informou que, mesmo com alta ocupação dos leitos hospitalares, o trabalho conjunto tem assegurado a rotatividade necessária para evitar que pacientes permaneçam internados nas UPAs aguardando vagas.
Ainda segundo o gestor, a média atual é de três pacientes por box de emergência, índice considerado mais controlado em relação às últimas semanas. A força-tarefa seguirá nos próximos dias, com monitoramento contínuo das altas hospitalares e da liberação de leitos para pacientes das unidades de pronto atendimento.
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