Na segunda-feira (10), Cuiabá permanece sob alerta de baixa umidade do ar, com índices que podem variar entre 20% e 30% até as 20h. A condição exige atenção da população, principalmente por causa dos possíveis impactos à saúde e do aumento do risco de incêndios em áreas urbanas e florestais.
Durante o período de alerta, a recomendação é aumentar a ingestão de líquidos, evitar exercícios físicos nos horários de ar mais seco e reduzir a exposição ao sol durante os períodos de maior calor.
Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios devem receber atenção redobrada, já que são mais vulneráveis aos efeitos provocados pela baixa umidade.
Outra orientação é manter os ambientes internos mais úmidos, utilizando panos ou toalhas úmidas. Em locais com poeira ou fumaça, o uso de máscara também pode ajudar a diminuir a inalação de partículas, especialmente entre pessoas mais sensíveis.
Defesa Civil monitora estiagem e níveis dos rios
A Secretaria Municipal de Defesa Civil mantém o acompanhamento diário das condições provocadas pela estiagem em Cuiabá. O trabalho inclui o monitoramento das previsões meteorológicas e dos níveis dos rios Cuiabá e Coxipó.
A intenção é identificar antecipadamente possíveis alterações que possam provocar impactos na saúde da população, no meio ambiente e no abastecimento de água.
No início de agosto, o secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, informou que os índices de umidade vinham se mantendo entre 20% e 30%, com possibilidade de queda ainda maior durante o período mais intenso da estiagem.
“Estamos monitorando e nos preparando. Toda semana realizamos reuniões para acompanhar os cenários e avaliar as previsões. Nosso objetivo é antecipar ações para reduzir os impactos caso o período crítico se prolongue”, afirmou.
Tempo seco aumenta risco de incêndios
Além dos efeitos sobre a saúde, a combinação entre baixa umidade, temperaturas elevadas e vegetação seca cria condições favoráveis para a propagação rápida de incêndios.
A Defesa Civil orienta os moradores a não colocarem fogo em terrenos, folhas ou resíduos, manterem os lotes limpos e realizarem o descarte correto do lixo.
A prática de provocar incêndios de maneira intencional pode configurar crime ambiental, além de resultar em responsabilização nas esferas administrativa, civil e criminal.
Em caso de foco de incêndio ou outra situação de emergência, a orientação é acionar imediatamente os órgãos responsáveis.
Serviço
Alerta: baixa umidade do ar
Validade: até as 20h desta segunda-feira (10)
Defesa Civil: 199
Corpo de Bombeiros: 193
Polícia Militar: 190
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