Com informações da Assessoria – Agência Oxofllow
Nesta quarta-feira (12), a advogada e candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Clariana Barão, voltou a defender o fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate à violência contra as mulheres durante o Agosto Lilás.
Segundo dados citados pela candidata, 741 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil no primeiro semestre de 2026. O levantamento também aponta que, somente nos três primeiros meses do ano, foram registrados 399 casos, número superior aos 371 contabilizados no mesmo período de 2025.
De acordo com os dados apresentados, o primeiro trimestre de 2026 registrou uma média de uma vítima de feminicídio a cada 5 horas e 25 minutos, cenário que, para Clariana, demonstra a necessidade de ampliar as medidas de prevenção antes que situações de violência doméstica evoluam para crimes mais graves.
Candidata afirma ter recebido duas ameaças de morte
Clariana também revelou que teria recebido duas ameaças de morte desde que passou a ganhar maior exposição durante a campanha.
Segundo o relato, a Polícia Federal foi acionada e a candidata passou a contar com monitoramento durante o período eleitoral.
“A campanha mal começou, aliás, nem começou direito. Mas bastou uma mulher aparecer para desafiar a política polarizada, tradicional, machista de sempre, e já recebi duas ameaças de morte. Vou repetir: duas mensagens ameaçando minha vida”, afirmou.
Para a candidata, o episódio demonstra que a violência contra as mulheres precisa ser enfrentada também por meio de prevenção, proteção e transformação cultural, e não apenas após a ocorrência dos crimes.
Defesa de uma rede de proteção mais ampla
Clariana criticou a ideia de que episódios de violência dentro de relacionamentos devam ser tratados como questões particulares e defendeu uma mudança na forma como a sociedade encara as vítimas.
“Durante muito tempo ouvimos que ‘em briga de marido e mulher ninguém mete a colher’. Essa cultura precisa ficar definitivamente no passado”, declarou.
A candidata também defendeu a substituição da lógica de questionar por que uma mulher permaneceu em uma relação violenta por uma abordagem voltada à garantia de condições para que ela consiga deixar o ambiente de violência com segurança.
Entre as propostas apresentadas estão a ampliação dos canais de denúncia, capacitação dos profissionais que atendem vítimas e criação de estruturas regionalizadas de acolhimento.
A medida, segundo Clariana, teria como foco principalmente as mulheres que vivem em municípios de menor porte, onde a rede especializada de atendimento pode ser mais limitada.
“Não podemos aceitar uma proteção que dependa do CEP da vítima. Em muitos municípios pequenos, a mulher não conta com delegacia especializada, suporte psicológico contínuo ou abrigo seguro para ela e seus filhos. Precisamos regionalizar a rede de acolhimento e garantir que, no momento em que tiver coragem de pedir ajuda, o Estado esteja pronto para protegê-la”, afirmou.
Sobre Clariana Barão
Clariana Barão é advogada especializada em Direito Administrativo e Gestão Pública e disputa a Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) nas eleições de 2026. Segundo as informações divulgadas pela campanha, ela atua na defesa de causas sociais e dos direitos das mulheres e integra uma chapa presidencial formada exclusivamente por mulheres.
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