Nesta terçaa-feira (11), uma moradora do bairro Novo Horizonte, em Cuiabá, procurou as redes sociais para denunciar uma suposta abordagem policial com agressões e ameaças dentro da própria residência. O episódio teria ocorrido entre a noite de domingo (9) e a madrugada de segunda-feira (10).
Segundo o relato de Thaina Alvares, por volta das 23h40 ou 23h50, ela foi acordada após ouvir disparos de arma de fogo. Ao despertar assustada, percebeu luzes próximas à janela do quarto e foi verificar o filho, de 3 anos, e a avó, que está acamada.
Depois de observar a movimentação pela janela, Thaina foi ao banheiro porque não estava se sentindo bem. Nesse momento, conforme sua denúncia, um policial teria aberto a janela da residência e ordenado que ela abrisse a porta de maneira grosseira.
A jovem afirma que explicou que abriria a porta, mas pediu alguns instantes porque estava passando mal. Após abrir, segundo o relato, um dos policiais teria apontado uma arma para sua cabeça e determinado que colocasse as mãos sobre a cabeça.
Thaina conta que se recusou a obedecer, alegando estar dentro da própria casa. Na sequência, ainda segundo a denúncia, o policial teria batido em sua mão, provocando a quebra do celular, e passou a exigir que ela fornecesse determinados nomes.
A moradora afirma que não sabia a quais pessoas os policiais se referiam e que, diante disso, teria sido agredida.
“Eu acordo de manhã cinco horas, chego em casa 11 horas, eu estudo, trabalho, tenho um filho de 3 anos e eu não fico na rua a não ser para ajudar minha mãe, que tem um negócio. Então nenhum momento aquilo era minha obrigação de saber. Ele me agrediu”, relatou a jovem, chorando, em uma publicação nas redes sociais.
Ainda conforme Thaina, durante a abordagem ela teria sido ameaçada de ter drogas colocadas contra ela, o que poderia resultar em uma prisão por tráfico.
“Ele me ameaçou falando que iria jogar droga em mim e eu seria presa por tráfico. Isso na frente do meu filho e de minha avó… Eu apanhei de uma pessoa que deveria me proteger”, afirmou.
A moradora também disse que já procurou a Corregedoria para formalizar a denúncia e espera que os responsáveis sejam identificados e investigados.
“Eu espero no fundo do meu coração que no mínimo essas pessoas busquem quem fez isso comigo… Já fui na corregedoria… Eu quero justiça”, declarou.
A denúncia deverá ser apurada pelos órgãos competentes. Não foram apresentadas, até o momento, informações sobre a identificação dos policiais envolvidos ou sobre eventual posicionamento oficial a respeito das acusações feitas pela moradora.
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