Em meio ao Agosto Lilás, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Pode), classificou como “lamentável e vergonhoso” o avanço dos casos de feminicídio no Estado em 2026 e defendeu o fortalecimento de ações educativas para combater a violência contra a mulher.
A manifestação ocorre após três mulheres serem assassinadas no interior de Mato Grosso nesta semana, aumentando a preocupação com a violência contra o público feminino.
Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), apontavam até então 28 vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026. Junho foi considerado o mês mais violento, com sete ocorrências registradas.
O caso mais recente ocorreu na madrugada desta quinta-feira (13), no Distrito de Cangas, em Poconé, onde as agentes de saúde Maria Helena do Carmo e Cleidineia Eucaris da Costa foram mortas a facadas durante uma confraternização. Um homem também ficou ferido. O principal suspeito é José Carrea de Miranda, ex-marido de Maria Helena, que foi preso após o ataque.
Dias antes, no domingo (9), Sirlei Gomes de Oliveira, de 42 anos, foi morta a tiros em uma fazenda na zona rural de Vila Bela da Santíssima Trindade. O marido dela, Diogo Tavares, de 42 anos, foi preso preventivamente na quarta-feira (12), suspeito do crime.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o casal possuía histórico de violência doméstica, embora a vítima não tivesse registrado denúncias anteriormente. O suspeito foi localizado em uma região de mata depois que o proprietário da fazenda comunicou aos investigadores que ele pretendia se entregar.
Diante do cenário, Max Russi defendeu que o enfrentamento ao feminicídio também comece dentro das escolas, com ações voltadas à mudança de comportamentos e à prevenção da violência.
O parlamentar afirmou que ainda existe uma cultura em que alguns homens se consideram “donos” das mulheres, especialmente diante do fim de relacionamentos, situação que, segundo ele, pode desencadear atos de violência e até assassinatos.
Mais mulheres nos espaços de decisão
Além das ações educativas, Max Russi defendeu maior participação feminina na política e em posições de liderança como forma de ampliar a diversidade na formulação de políticas públicas voltadas ao combate à violência.
Segundo o deputado, a presença de mais mulheres nos espaços de decisão permite incorporar diferentes experiências e demandas na elaboração das ações governamentais.
Presidente estadual do Podemos, Max também vem defendendo uma maior participação de mulheres nas chapas proporcionais da legenda para as eleições de 2026, tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara dos Deputados.
Caso os dois assassinatos registrados em Poconé sejam confirmados como feminicídios, Mato Grosso poderá chegar a 30 casos registrados em 2026, conforme os dados mencionados na reportagem.
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