Na quinta-feira (13), o senador Jayme Campos (União) intensificou as críticas ao grupo político do governador Mauro Mendes e fez uma série de acusações contra a atual gestão estadual. Durante evento na sede do PL em Mato Grosso, o parlamentar afirmou que o Estado estaria sendo administrado por um grupo restrito de pessoas e chegou a classificar a situação como uma “verdadeira quadrilha instalada no Palácio Paiaguás”.
As declarações ocorreram na Casa 22, sede estadual do PL, durante o ato em que Jayme oficializou apoio à pré-candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso e de Janaina Riva ao Senado.
Durante o discurso, o senador afirmou que Mato Grosso teria sido transformado em uma espécie de “S/A” particular, na qual poucas pessoas, segundo ele, estariam concentrando decisões sobre os rumos do Estado.
Em outro momento, Jayme também acusou integrantes do grupo político de utilizarem recursos públicos em benefício de empresas particulares e afirmou que algumas pessoas que, segundo ele, enfrentavam dificuldades financeiras no passado teriam enriquecido rapidamente.
Em outro momento, o senador voltou a elevar o tom e classificou Mato Grosso como um “covil de bandidos”, relacionando suas críticas a contratos e operações envolvendo o Governo do Estado.
Jayme também fez acusações envolvendo uma empresa responsável pela recuperação de créditos tributários. Segundo ele, a empresa teria ligação com a esposa de um ex-secretário de Fazenda. A afirmação foi apresentada pelo senador durante entrevista e deverá ser confrontada com documentos e esclarecimentos dos citados.
As críticas também foram relacionadas às suspeitas reveladas pela Operação Heritage, investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo patrimônio, contratos e movimentações financeiras.
O senador afirmou ainda que possui outras informações sobre possíveis irregularidades e declarou que, caso revelasse tudo o que sabe, “não sobra nada, pedra sobre pedra”.
As acusações feitas por Jayme Campos não representam, por si só, comprovação das irregularidades mencionadas. Eventuais responsabilidades deverão ser apuradas pelos órgãos competentes, com direito de manifestação e defesa dos envolvidos.
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