Nesta quinta-feira (17), o Dia Mundial da Sepse reforça a importância de reconhecer rapidamente os sinais de uma condição que pode surgir a partir de uma infecção e colocar a vida do paciente em risco.
A sepse ocorre quando o organismo apresenta uma resposta desregulada a uma infecção, provocando alterações que podem comprometer o funcionamento de órgãos. Por isso, o diagnóstico e o início do tratamento precisam acontecer o mais rápido possível.
Segundo estimativas divulgadas pelo Ministério da Saúde, cerca de 400 mil adultos e 42 mil crianças desenvolvem sepse todos os anos no Brasil.
A médica Lanessa Áquyla Pereira, especialista em Clínica Médica do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), explica que diferentes tipos de infecção podem desencadear o quadro.
“As infecções mais comuns que causam sepse são as pulmonares, como a pneumonia, as infecções urinárias, abdominais e de pele. Mas, na verdade, qualquer infecção mais grave pode evoluir para sepse”, pontua.
No cenário mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 49 milhões de pessoas desenvolvam sepse por ano, com cerca de 11 milhões de mortes relacionadas à condição. O número corresponde a aproximadamente 20% das mortes registradas no mundo.
No Brasil, estudos apontam ainda que cerca de um terço dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) é ocupado por pacientes com sepse, mostrando o impacto da doença sobre o sistema de saúde.
Termo “infecção generalizada” pode causar confusão
A expressão “infecção generalizada” é frequentemente utilizada para explicar a sepse, mas não representa de maneira adequada o que acontece no organismo.
A condição pode atingir diferentes perfis de pacientes. Entre os grupos com maior risco estão idosos, crianças pequenas, pessoas com baixa imunidade, pacientes com câncer e indivíduos com doenças crônicas.
Mesmo assim, a especialista alerta que pessoas previamente saudáveis também podem desenvolver sepse.
Embora não existam medidas capazes de eliminar completamente o risco, alguns cuidados podem ajudar a prevenir infecções e reduzir as chances de evolução para quadros graves.
Entre as recomendações estão manter a vacinação atualizada, cuidar adequadamente de ferimentos, manter bons hábitos de higiene e buscar atendimento médico quando uma infecção apresentar sinais de agravamento.
“Manter as vacinas em dia, cuidar corretamente de feridas, manter uma boa higiene e procurar atendimento quando uma infecção apresenta sinais de piora. E, o principal cuidado é: não subestimar uma infecção”, alerta Lanessa.
Fique atento aos sinais
A sepse pode provocar alterações importantes no estado de saúde. Alguns sinais que exigem atenção são piora do estado geral, confusão mental, sonolência excessiva, falta de ar, pressão arterial baixa e diminuição da quantidade de urina.
Diante desses sintomas, principalmente quando associados a uma infecção, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
“Nessas situações é imprescindível procurar atendimento médico rapidamente, pois o tempo é crucial. Sepse é uma emergência. Reconhecer os sinais e procurar atendimento rapidamente pode salvar vidas”, reforça a especialista.
Sobre a HU Brasil
O HDT-UFNT integra a Rede HU Brasil desde 2015. A instituição faz parte da estatal criada pela Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), originalmente denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
A HU Brasil é responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais distribuídos em 25 unidades da federação.
Compartilhe!



Publicar comentário