Nesta sexta-feira (18), a Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPMT) e abriu ação penal contra seis investigados na Operação Fariseus, que apura uma suposta ligação com o Comando Vermelho em Mato Grosso. A decisão foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Entre os réus está Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, presa em 16 de julho, durante a operação realizada pela Polícia Civil. Conforme a denúncia, ela teria utilizado o projeto religioso Equipe Evangelismo Resgatando Vidas para fornecer suposto apoio de comunicação, financeiro e logístico à facção criminosa. O projeto é ligado à igreja onde os pais dela são pastores.
Ao analisar a acusação, o magistrado considerou que há elementos suficientes para o início da ação penal, mesmo que parte das provas apresentadas seja de natureza indiciária.
“A despeito de se tratar de prova indiciária e unilateral, anoto que as provas mencionadas na denúncia são elementos suficientes para o desencadeamento da ação penal”, registrou o juiz.
Além de Rhavenna, foram denunciados Renildo da Silva Rios, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.
Segundo a acusação, Rhavenna, Renildo e Orminda respondem por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Já Rhuan, Anatany e Lo Rhuama foram denunciados por lavagem de dinheiro.
Com o recebimento da denúncia, o processo criminal passa a tramitar contra os seis investigados, que deverão apresentar suas respectivas defesas dentro do prazo estabelecido pela Justiça.
Pai de Rhavenna não foi denunciado
O pai de Rhavenna, Nivaldo de Almeida, também estava entre os investigados, mas não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público. Ele morreu em 5 de setembro de 2026.
Na decisão, o juiz registrou que o MPMT deixou de apresentar denúncia contra Nivaldo em razão do falecimento e determinou que a certidão de óbito seja anexada aos autos.
Prisão preventiva continua válida
Com a abertura da ação penal, os seis réus serão citados para apresentar resposta à acusação no prazo de 10 dias.
A prisão preventiva de Rhavenna continua em vigor. Conforme a decisão, a custódia foi determinada anteriormente em outro processo. Por isso, eventual pedido para revogar a prisão ou substituí-la por medidas cautelares deverá ser apresentado no procedimento em que a ordem foi decretada.
O magistrado também determinou a retirada do sigilo do processo, mantendo sob restrição apenas documentos cuja divulgação possa comprometer a intimidade dos denunciados.
A Operação Fariseus foi deflagrada pela Polícia Civil para investigar a suposta atuação de integrantes ligados ao Comando Vermelho e uma possível estrutura de apoio à organização criminosa.
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