Nesta quarta-feira (7), Mato Grosso mantém a liderança da produção agrícola brasileira e amplia sua participação em diferentes cadeias do agronegócio. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE em setembro, apontam que o Estado segue como maior produtor nacional de grãos, além de ocupar a primeira posição na produção de soja, milho e gergelim.
A estimativa do levantamento indica que Mato Grosso será responsável por 32,1% de toda a produção brasileira de grãos em 2026. O desempenho ocorre em um cenário de safra nacional recorde, projetada em 352,9 milhões de toneladas, o maior volume já registrado na série histórica do IBGE.
Entre as culturas que vêm ganhando espaço está o gergelim, cuja produção tem avançado principalmente no Cerrado. Mato Grosso aparece novamente na liderança nacional, com uma estimativa de 212,7 mil toneladas, o equivalente a 59,7% de todo o volume produzido no Brasil.
Em todo o país, a produção da oleaginosa está estimada em 356,3 mil toneladas, cultivadas em uma área de aproximadamente 575 mil hectares. O próprio IBGE aponta o crescimento expressivo da cultura no Estado e destaca a atuação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) no estímulo a investimentos no setor.
A expansão do gergelim ganha força especialmente em regiões como o Araguaia, onde a cultura passou a ser considerada uma alternativa ao milho de segunda safra em áreas com maior possibilidade de estiagem antecipada.
O cultivo ocorre normalmente após a colheita da soja, entre o final de fevereiro e o início de março, e apresenta ciclo de aproximadamente 120 dias. Outro fator que chama atenção é o perfil voltado ao comércio exterior: cerca de 99% do gergelim produzido em Mato Grosso é destinado à exportação.
Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a ampliação do número de culturas acompanha as transformações do setor e cria novas possibilidades para os produtores.
“Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado. O avanço do gergelim é um exemplo desse movimento de diversificação, que acontece sem perder de vista a força da soja, do milho e de outras culturas. É esse trabalho conjunto que permite ao Estado continuar crescendo e, ano após ano, ampliar seu protagonismo na produção agrícola brasileira”, afirma.
Mesmo com a expansão de novas culturas, soja e milho continuam entre os principais pilares da produção mato-grossense. Para 2026, o IBGE estima que o Estado alcance 50,7 milhões de toneladas de soja, volume 1% superior ao registrado no ano anterior.
Com esse resultado, Mato Grosso deverá responder por aproximadamente 29% de toda a soja produzida no Brasil, mantendo a liderança nacional.
No milho, o Estado também permanece no topo do ranking brasileiro. A previsão é de uma produção de 57,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa mais da metade de toda a produção nacional, estimada pelo IBGE em 141,8 milhões de toneladas.
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