Nesta sexta-feira (16), foram identificados os três homens encontrados mortos na quinta-feira (15) em dois pontos distintos de Cuiabá. Os exames realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmaram as identidades das vítimas, que apresentavam marcas de violência. Dois corpos estavam em uma área de mata no bairro Pedra 90, enquanto o terceiro foi localizado próximo ao lixão do Novo Paraíso.
As vítimas são Kleber Alves de Santana, de 48 anos, Elizeu Oliveira Barros, de 20 anos, e Pedro Weneffer de Souza Campos, de 24 anos. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga os três casos e busca esclarecer se há alguma relação entre as mortes.
Kleber foi encontrado por catadores de materiais recicláveis durante a tarde, na região conhecida como Lagoa Azul, nos fundos do lixão do bairro Novo Paraíso. Ao chegar ao local, as equipes constataram que ele estava com as mãos presas atrás do corpo e tinha uma perfuração causada por arma de fogo.

Durante os levantamentos iniciais, os policiais não encontraram cápsulas de munição deflagradas nas proximidades. Uma faca sem cabo foi recolhida e deverá ser analisada no decorrer da apuração.
No bairro Pedra 90, os corpos de Elizeu e Pedro foram descobertos no fim da manhã, em um trecho de vegetação de acesso difícil, próximo a uma estrada de chão. As duas vítimas apresentavam sinais de tortura e foram atingidas por diversos tiros, conforme as informações iniciais da ocorrência.
O delegado Rogério Gomes, da DHPP, informou que foram constatados pelo menos 20 disparos de arma de fogo na área. Um dos homens também tinha sinais de enforcamento e estava amarrado, circunstâncias que reforçam a necessidade de aprofundar os exames periciais.
Após a localização dos corpos, o perímetro foi isolado para o trabalho da Politec. Os investigadores agora buscam reunir provas, identificar os responsáveis e determinar o que motivou os assassinatos.
A forma como Elizeu e Pedro foram mortos levou à suspeita de uma possível execução relacionada à atuação de facções criminosas na região do Pedra 90. Essa possibilidade, no entanto, ainda não foi confirmada e depende dos resultados da investigação.
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