A Prefeitura de Cuiabá contabilizou 3.687 atendimentos ambulatoriais e visitas psicossociais à beira-leito no Espaço de Acolhimento à Mulher, instalado no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) Dr. Leony Palma de Carvalho. Os dados abrangem o ano de 2025 e o período de janeiro a 1º de outubro de 2026, durante a gestão do prefeito Abilio Brunini. Nesse intervalo, 618 mulheres procuraram ou foram encaminhadas ao serviço, sendo 389 no ano passado e 229 em 2026.
O espaço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo atendimento gratuito, reservado e confidencial às mulheres em situação de violência. A estrutura reúne suporte psicológico, assistência social, atendimento médico e encaminhamentos para orientação jurídica, conforme as necessidades de cada caso.
A secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, destacou que o trabalho é desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, com o objetivo de garantir acolhimento especializado às vítimas.
Segundo a secretária, o serviço foi estruturado para assegurar que as mulheres recebam assistência adequada, com privacidade e respeito durante todo o atendimento.
Equipe especializada oferece acolhimento e orientação
O atendimento conta com assistentes sociais, psicólogas e recepcionista, além do suporte médico quando necessário. O serviço funciona em duas modalidades: consultas ambulatoriais previamente agendadas e visitas psicossociais à beira-leito, destinadas às mulheres que já estão internadas no hospital.
A diretora da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, explicou que não é necessário apresentar encaminhamento para acessar o serviço. A mulher pode procurar diretamente o espaço, assim como pode ser identificada pela equipe hospitalar durante o atendimento.
A diretora ressaltou que o acolhimento envolve escuta, orientação e assistência individualizada, com encaminhamentos definidos de acordo com a situação apresentada por cada mulher.
A psicóloga Malú Nascimento também enfatizou a importância de garantir um ambiente seguro, no qual as vítimas possam relatar suas experiências sem receio de exposição. O atendimento psicológico prioriza a história de cada assistida, preservando o sigilo e respeitando o tempo necessário para que ela se sinta confortável.
De acordo com a profissional, muitas mulheres chegam ao serviço emocionalmente abaladas por situações de violência praticadas por pessoas próximas, das quais esperavam cuidado e proteção. Por isso, o trabalho da equipe busca oferecer acolhimento humanizado e acompanhamento para ajudar na recuperação emocional e na construção de caminhos para romper o ciclo de violência.
Rede municipal amplia pontos de atendimento
Além da estrutura disponível no HMC, a Secretaria Municipal da Mulher mantém a Sala da Mulher, localizada na sede da Pasta, na Avenida Getúlio Vargas, nº 400. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Outra iniciativa da Prefeitura foi a ampliação das Salas Acolher + Saúde, que passaram de duas para quatro unidades de atendimento. Os espaços funcionam nas Unidades de Saúde da Família (USFs) Jockey Clube, Grande Terceiro, CPA 4 e Ribeirão da Ponte.
Nessas unidades, as mulheres podem receber acompanhamento multiprofissional, conforme as demandas identificadas. A equipe pode reunir psicólogos, enfermeiros, médicos, odontólogos, nutricionistas e assistentes sociais.
Com os diferentes pontos de atendimento, a rede municipal busca ampliar o acesso das mulheres à assistência e oferecer suporte especializado tanto nas situações de emergência quanto nas demandas que exigem acompanhamento contínuo.
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