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Mato Grosso aparece entre os estados com menor índice de pobreza, aponta ranking nacional

Nesta segunda-feira (26), Mato Grosso aparece na segunda posição entre os estados brasileiros com menor percentual de famílias abaixo da linha da pobreza, conforme dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento aponta que 1,9% dos domicílios mato-grossenses estão nessa condição, índice inferior ao registrado na maioria das unidades da Federação e próximo ao do Rio Grande do Sul, que lidera a lista com 1,8%.

O estudo utiliza informações de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considera como referência domicílios com renda mensal inferior a R$ 218 por pessoa, limite adotado pelo Governo Federal para definir o critério de renda de acesso ao Bolsa Família. O indicador faz parte do pilar de Sustentabilidade Social e representa um recorte das condições econômicas das famílias, que precisa ser avaliado em conjunto com outros fatores sociais.

Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) coordena ações voltadas ao fortalecimento da proteção social, em parceria com as administrações municipais. Entre as atribuições estão o financiamento de serviços socioassistenciais, a execução de programas estaduais e o apoio à estruturação da rede de atendimento, com foco na garantia de direitos e na prevenção de situações de vulnerabilidade.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, avalia que o resultado evidencia a importância da continuidade das políticas públicas e da ampliação dos serviços oferecidos às famílias que necessitam de apoio.

Segundo ele, a posição alcançada pelo Estado deve ser acompanhada de investimentos permanentes na assistência social, planejamento e aplicação responsável dos recursos públicos. O secretário também ressaltou a necessidade de fortalecer os atendimentos e ampliar as condições para que a população tenha acesso aos direitos sociais e conquiste maior autonomia.

Recursos destinados aos municípios quase triplicam

Uma das principais medidas adotadas para ampliar a capacidade de atendimento da assistência social é o aumento do cofinanciamento estadual destinado aos municípios. Conforme modelo apresentado pela Setasc em junho de 2026, os repasses anuais passaram de aproximadamente R$ 35 milhões para R$ 101 milhões.

A ampliação dos recursos busca dar melhores condições às administrações municipais para executar os serviços previstos no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), além de contribuir para a manutenção e a qualificação das estruturas de atendimento.

Com o reforço financeiro, as prefeituras podem investir no funcionamento dos serviços, aprimorar o acompanhamento das famílias e ampliar a oferta de ações socioassistenciais, conforme as necessidades identificadas em cada localidade.

Klebson Gomes afirmou que a ampliação dos investimentos ocorre por determinação do governador Otaviano Pivetta e integra a estratégia de fortalecimento da parceria entre o Estado e os municípios.

O secretário destacou ainda que a avaliação dos resultados da política pública não deve se limitar à posição ocupada no ranking, mas também considerar a qualidade dos atendimentos, a capacidade da rede socioassistencial e o acesso efetivo da população aos seus direitos.

Programas estaduais abrangem renda, alimentação e moradia

Além do financiamento dos serviços municipais, o Governo de Mato Grosso mantém iniciativas voltadas à transferência de renda, segurança alimentar, habitação, qualificação profissional e proteção de públicos específicos.

As ações buscam atender necessidades imediatas das famílias e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades de inclusão social e geração de renda. Entre as medidas estão o apoio financeiro a famílias que atendem aos critérios dos programas estaduais, a distribuição de alimentos e a oferta de qualificação profissional para facilitar o ingresso no mercado de trabalho.

Em 2025, Mato Grosso conquistou o primeiro lugar da Região Centro-Oeste na primeira edição do Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Governo Federal. O reconhecimento destacou a atuação estadual no enfrentamento à fome e à insegurança alimentar.

A política de proteção social também inclui auxílio-moradia para mulheres em situação de violência doméstica que preencham os requisitos estabelecidos, iniciativas relacionadas ao acesso à habitação e programas destinados a crianças, idosos, pessoas com deficiência e povos indígenas.

Essas medidas são desenvolvidas em articulação com outros serviços públicos, considerando que a redução das vulnerabilidades depende de diferentes frentes de atuação. Enquanto os benefícios financeiros e as ações de segurança alimentar ajudam a atender necessidades imediatas, o acompanhamento socioassistencial permite identificar demandas e encaminhar famílias para serviços especializados.

CRAS e CREAS atuam no atendimento às famílias

A estrutura de assistência social presente nos municípios é formada por equipamentos como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), responsáveis por diferentes modalidades de atendimento.

Os CRAS trabalham na prevenção de situações de vulnerabilidade, com ações direcionadas ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Já os CREAS atendem pessoas e famílias que enfrentam situações de risco social ou tiveram direitos violados, oferecendo acolhimento, orientação, acompanhamento e encaminhamentos conforme cada caso.

A atuação integrada entre o Governo do Estado e as prefeituras busca aprimorar a gestão do SUAS e ampliar a capacidade de atendimento nos 142 municípios de Mato Grosso. A proposta é manter uma rede estruturada, com recursos, equipes e serviços preparados para responder às necessidades da população.

Apesar da posição favorável no levantamento do CLP, o percentual de famílias abaixo da linha da pobreza considera um limite específico de renda e não significa que as desigualdades e as situações de vulnerabilidade tenham sido superadas.

Por isso, a continuidade dos investimentos na assistência social, a ampliação do acesso a direitos e a integração entre as políticas públicas permanecem entre os desafios para melhorar as condições de vida da população mato-grossense.

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