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Nesta quinta-feira (16), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), atribuiu à disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal a rejeição do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. Segundo ele, a polarização política entre os vereadores influenciou o resultado da votação e poderá trazer prejuízos para a população.
A proposta recebeu 12 votos favoráveis, oito contrários e sete abstenções, mas foi rejeitada porque precisava alcançar 14 votos, número correspondente à maioria absoluta dos 27 vereadores.
De acordo com o prefeito, a decisão do Legislativo compromete a organização das diretrizes voltadas para áreas como saúde, autismo, saúde da mulher e saúde do idoso, afetando diretamente o planejamento da administração municipal.
Abilio também afirmou que os vereadores poderiam ter optado por apresentar emendas modificativas, substitutivas ou supressivas, em vez de rejeitar integralmente o projeto, classificando a decisão como um erro da Câmara.
O prefeito negou que seja responsabilidade do Executivo negociar apoio político para garantir a aprovação da matéria e afirmou que sua obrigação foi encaminhar o projeto ao Legislativo, sem ceder a interesses relacionados à eleição da Mesa Diretora.
“É dever meu negociar com os vereadores para aprovar? Não é. É dever meu ceder à pressão política deles e apoiar o cara que eles querem empurrar? Não é. O meu dever é mandar para a Câmara. O meu dever não é ceder à pressão deles pelos interesses pessoais para conseguir o voto.”
Na avaliação do chefe do Executivo, a rejeição da LDO foi motivada pelo ambiente de disputa política instalado na Câmara, em razão da eleição da nova Mesa Diretora.
Além disso, Abilio destacou que a rejeição do projeto abre um debate jurídico sobre a possibilidade de apresentação de uma nova proposta, ressaltando que esta é a primeira vez que a Câmara Municipal rejeita uma Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada pela Prefeitura de Cuiabá.
Ao finalizar, o prefeito afirmou que cumpriu sua responsabilidade ao encaminhar o projeto para apreciação dos vereadores.
“Da minha parte, cumpri meu dever. Meu dever não é aprovar a LDO, meu dever é enviar. Eu enviei. Não aprovou? Vida que segue.”
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