×

Após decisão do STF, ALMT quer criar lei específica para áreas úmidas em Mato Grosso

Após decisão do STF, ALMT quer criar lei específica para áreas úmidas em Mato Grosso

Loading

Nesta quarta-feira (20), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), afirmou que a ALMT deverá conduzir os debates para criação de uma legislação específica voltada à regulamentação e proteção das áreas úmidas no estado. A declaração ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgada no último dia 15 de maio, que extinguiu sem julgamento do mérito a ação civil pública que havia suspendido os efeitos da Resolução Consema nº 45/2022.

Na decisão, o ministro Gilmar Mendes acolheu recurso apresentado pelo Governo de Mato Grosso e entendeu que a ação civil pública foi utilizada de maneira inadequada ao tentar suspender, de forma ampla, uma norma estadual. Conforme o magistrado, a medida extrapolou os limites de um caso concreto ao tentar afastar a aplicação da resolução e impor outra legislação a áreas ainda sem regulamentação específica.

Para Max Russi, o entendimento do STF contribui para ampliar a segurança jurídica sobre temas ligados ao licenciamento ambiental, produção rural e preservação ambiental em Mato Grosso. O parlamentar destacou que a Corte não analisou se a resolução é correta ou incorreta do ponto de vista ambiental, mas sim a forma utilizada para tentar suspender a norma.

O presidente da Assembleia também defendeu a necessidade de uma legislação técnica e equilibrada para áreas úmidas, principalmente em regiões como Araguaia e Guaporé, consideradas estratégicas para o estado.

Segundo Russi, essas regiões possuem características próprias e não podem continuar enfrentando insegurança jurídica. Ele afirmou ainda que o desafio é garantir a preservação ambiental sem impedir o desenvolvimento das atividades produtivas dentro da legalidade.

O parlamentar ressaltou que a Assembleia Legislativa deverá ouvir diferentes setores envolvidos no tema para construção do projeto. Entre os segmentos citados estão o setor produtivo, pesquisadores, Ministério Público, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e representantes da sociedade civil.

De acordo com Max Russi, o objetivo é elaborar uma legislação moderna baseada em critérios técnicos, diálogo e equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental.

Representando a região do Araguaia na ALMT, o deputado estadual Dr. Eugênio (Republicanos) afirmou que a decisão do STF fortalece a segurança jurídica sobre a regulamentação das áreas úmidas na região. Segundo ele, estudos apontam que o Araguaia possui características distintas do Pantanal, o que justificaria regras próprias para a área.

O parlamentar também destacou a importância de conciliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico, defendendo que o crescimento da região ocorra de forma sustentável.

Já o deputado Valmir Moretto (Republicanos) afirmou que a extinção da ação civil pública restabelece a validade das regras de licenciamento ambiental e destrava processos que estavam paralisados, especialmente no Vale do Guaporé.

Conforme o deputado, a decisão reduz riscos de cancelamento de licenças relacionadas à drenagem e outras atividades agropecuárias em áreas úmidas, consideradas fundamentais para a economia mato-grossense.

Share this content:

Compartilhe nas redes sociais

Publicar comentário