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Boletim revela que motociclistas concentram maioria das mortes no trânsito em Cuiabá

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Neste domingo (12.7), a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico 2024 do Programa Vida no Trânsito (PVT), documento que reúne informações sobre os acidentes fatais registrados na capital e servirá de base para o fortalecimento de ações preventivas e políticas públicas voltadas à segurança no trânsito.

O levantamento aponta que 104 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Cuiabá durante 2024. Entre as vítimas, 85% eram homens e 69% eram motociclistas, grupo que segue como o mais vulnerável nas vias da cidade. Os pedestres responderam por 15% das mortes, enquanto os ocupantes de automóveis representaram 9% dos óbitos.

Os dados também mostram que 83% das vítimas tinham entre 20 e 59 anos, faixa etária considerada economicamente ativa, o que amplia os impactos sociais e econômicos causados pelos acidentes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, afirmou que o boletim permite identificar os principais fatores de risco e direcionar ações integradas entre saúde, mobilidade urbana, segurança pública e educação, com o objetivo de reduzir os acidentes e preservar vidas.

Outro dado preocupante revela que cerca de 30% dos condutores envolvidos em acidentes fatais não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), reforçando a necessidade de ampliar a fiscalização e as campanhas de conscientização.

O Programa Vida no Trânsito é desenvolvido em parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran), a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Vigilância Epidemiológica.

A análise identificou que o excesso de velocidade esteve presente em 30,8% dos acidentes fatais, sendo apontado como a principal causa em 12,5% das ocorrências investigadas. O boletim também relaciona consumo de álcool, problemas na infraestrutura viária, avanço do sinal vermelho e baixa visibilidade entre os fatores que contribuíram para os acidentes.

Entre as infrações mais frequentes estão dirigir sem habilitação, trafegar em locais proibidos, desrespeitar a sinalização e realizar mudanças de faixa sem a devida indicação.

O estudo mostra ainda que 61,5% dos acidentes fatais ocorreram durante a noite e a madrugada, principalmente aos sábados e domingos, períodos em que há maior circulação de pessoas e maior incidência da combinação entre álcool e excesso de velocidade.

As avenidas Fernando Corrêa, Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Miguel Sutil, Helder Cândia e a BR-364, no trecho urbano da capital, concentraram o maior número de acidentes fatais registrados em 2024.

Outro indicador aponta que cerca de dois terços das vítimas morreram ainda no local do acidente, demonstrando a gravidade das ocorrências.

O coordenador técnico de Vigilância Epidemiológica da SMS, Bruno da Silva Santos, destacou que o boletim fornece informações importantes para compreender o perfil dos acidentes, identificar os principais fatores de risco e fortalecer ações conjuntas entre os órgãos envolvidos na prevenção.

A diretora-geral do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Kelluby de Oliveira, ressaltou que a unidade atende diariamente vítimas de acidentes de trânsito, muitas delas em estado grave, e reforçou que a prevenção e o respeito às leis de trânsito são fundamentais para reduzir os acidentes, preservar vidas e evitar a sobrecarga da rede pública de saúde.

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