![]()
Nesta quarta-feira (17), um dos investigados na Operação Throw, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico interestadual de drogas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, foi identificado como Anderson Matias Nascimento, conhecido como “Maninho”, que tem uma barbearia na capital.
Anderson vinha sendo acompanhado nas redes sociais por sua participação na terceira edição do reality show “Império da Valkiria”, exibido por meio do perfil da influenciadora digital Valkira Brandão. O programa está sendo realizado no município de Santo Antônio de Leverger.
Segundo informações apuradas durante a operação, o investigado teria sido alertado de que estava entre os alvos da ação policial e conseguiu deixar o local antes da chegada das equipes. Até o momento, ele não foi localizado pelas autoridades.
A Operação Throw cumpre 18 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de contas bancárias de oito pessoas físicas e três empresas. Também foi determinado o sequestro de cinco veículos de luxo supostamente ligados ao grupo investigado.
De acordo com a Polícia Civil, 12 mandados de prisão já haviam sido cumpridos durante o andamento da operação. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, a partir de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Os investigados respondem por supostos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa. As diligências mobilizam policiais da Denarc, unidades da Diretoria de Atividades Especiais, Diretoria Metropolitana e equipes do Canil do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
As investigações tiveram início em julho de 2023, após o cumprimento de um mandado de busca em uma chácara localizada no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, os policiais encontraram aproximadamente 100 quilos de maconha enterrados em barris plásticos, além de efetuarem duas prisões.
A partir dessa apreensão, a Denarc avançou na identificação de outros integrantes do grupo e descobriu um suposto esquema de lavagem de dinheiro, que utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas para ocultar recursos provenientes das atividades criminosas.
As apurações apontam que a organização possuía uma estrutura hierárquica definida, com funções específicas voltadas à logística, armazenamento, transporte e distribuição de drogas, além da movimentação financeira. Os investigadores também identificaram negociações para entrega de entorpecentes em locais públicos, incluindo o estacionamento do Fórum de Cuiabá.
Conforme a Polícia Civil, três empresas teriam sido utilizadas para movimentar recursos financeiros do grupo e mascarar a origem dos valores obtidos com o tráfico.
O delegado da Denarc, Marcelo Miranda Muniz, afirmou que a operação é resultado de um trabalho investigativo aprofundado, que reuniu provas consideradas suficientes para individualizar a participação dos investigados e fundamentar as medidas judiciais cumpridas nesta quarta-feira.
Share this content:




Publicar comentário