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Casal condenado a mais de 21 anos por assalto em propriedade rural é preso pela Polícia Civil

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Nesta quinta-feira (2.6), a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão definitiva contra um homem e uma mulher condenados pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa, durante uma ação realizada pela Delegacia de Araputanga.

O casal era procurado por determinação da Vara Única da Comarca de São José dos Quatro Marcos e foi condenado a 21 anos, 10 meses e 26 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por participação em um crime ocorrido em setembro de 2017. A sentença já transitou em julgado, tornando definitiva a execução da pena.

Após tomar conhecimento das ordens judiciais e receber informações de que os condenados estavam em Araputanga, os policiais civis iniciaram diligências que resultaram na localização e prisão dos dois.

Depois da captura, os condenados foram encaminhados à Delegacia de Araputanga, onde foram adotados os procedimentos legais antes de serem colocados à disposição da Justiça.

De acordo com as investigações, o casal participou de um violento assalto a uma propriedade rural na região de São José dos Quatro Marcos. Na ocasião, o grupo criminoso, armado e agindo de forma coordenada, roubou uma caminhonete Toyota Hilux, uma motocicleta, aparelhos celulares e R$ 2,2 mil em dinheiro.

Entre as vítimas estavam idosos de 89 e 91 anos, que, juntamente com outras pessoas presentes na propriedade, foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, sob constantes ameaças de morte. Durante a ação, uma das vítimas chegou a ser amarrada com fita crepe.

Ainda conforme a investigação, a Toyota Hilux roubada foi levada para Cáceres e seria encaminhada para a Bolívia, como parte de um esquema organizado de envio de veículos roubados para fora do país.

O trabalho investigativo também identificou que os condenados integravam uma associação criminosa estável, voltada à prática de crimes patrimoniais em São José dos Quatro Marcos, Araputanga e municípios da região.

Após a condenação em primeira instância, a defesa apresentou recurso ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, mas a Quarta Câmara Criminal manteve, por unanimidade, a sentença em outubro de 2025, confirmando integralmente a pena aplicada. O mandado de prisão permanece válido até 2046.

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