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Cuiabá esclarece suspensão temporária de vacina contra dengue anunciada pelo Ministério da Saúde

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Nesta segunda-feira, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou que o Ministério da Saúde determinou a suspensão temporária da estratégia de vacinação com o imunizante Butantan-DV contra a dengue. A medida foi adotada de forma preventiva para permitir uma investigação mais detalhada sobre eventos adversos raros identificados durante o acompanhamento pós-vacinação.

A decisão foi tomada em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após o registro de 42 casos com sinais de alerta, incluindo sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Entre os registros, três foram classificados como graves, sendo que dois evoluíram para óbito. Até o momento, não existe comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina.

A SMS destacou que a estratégia envolvendo a vacina Butantan-DV não integra a campanha atualmente realizada em Cuiabá, embora o município acompanhe permanentemente as orientações emitidas pelos órgãos federais de saúde e mantenha vigilância ativa sobre os casos suspeitos de dengue.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, afirmou que a suspensão temporária demonstra o compromisso das autoridades sanitárias com a segurança da população e reforçou que todo imunizante passa por monitoramento contínuo após sua introdução.

Segundo ela, a interrupção temporária permite uma análise aprofundada dos eventos registrados, garantindo mais transparência e segurança durante o processo de avaliação.

O Ministério da Saúde orienta que as pessoas vacinadas observem possíveis sintomas por até 21 dias após a aplicação. Em caso de febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou agravamento do quadro clínico, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

A Secretaria Municipal de Saúde reforçou que as unidades de saúde da capital seguem preparadas para atender pacientes com sintomas suspeitos de dengue e prestar orientações sobre os sinais de agravamento da doença.

Mesmo com a suspensão da estratégia de vacinação, permanecem em andamento as demais ações de combate à dengue, incluindo o fortalecimento da vigilância epidemiológica, eliminação de criadouros do Aedes aegypti, campanhas educativas e apoio técnico aos municípios.

As autoridades sanitárias também reforçam a importância da participação da população no controle da doença. Medidas como eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água devidamente fechadas, limpar calhas e descartar resíduos de forma adequada continuam sendo fundamentais para reduzir a proliferação do mosquito transmissor.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou uma redução expressiva dos casos de dengue em 2026. Até o final de maio, foram contabilizados cerca de 365 mil casos prováveis, representando uma queda de 94% em comparação com o mesmo período de 2025. O número de óbitos também apresentou redução de 97%.

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