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Cuiabá multa e faz alerta sobre descarte irregular de agulhas

A Prefeitura de Cuiabá reforçou o alerta sobre os riscos do descarte inadequado de seringas, agulhas e canetas injetáveis utilizadas em tratamentos de saúde, incluindo as chamadas canetas emagrecedoras. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), esses materiais não devem ser jogados no lixo comum, pois podem provocar acidentes e expor trabalhadores da limpeza urbana a agentes infecciosos.

A preocupação ocorre em meio à popularização dos medicamentos injetáveis para emagrecimento, que geram resíduos perfurocortantes após a utilização. A Secretaria, porém, esclarece que não é possível atribuir os acidentes registrados especificamente ao uso dessas canetas e destaca a necessidade de orientar a população sobre a destinação correta dos materiais.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, ressaltou que a devolução dos resíduos nos locais apropriados é uma medida importante para prevenir acidentes e proteger a saúde pública.

“Precisamos conscientizar a população de que esses materiais não podem ser descartados no lixo comum. É uma questão de saúde pública e de responsabilidade coletiva. A devolução no local adequado evita riscos de contaminação e protege os trabalhadores que atuam diariamente na limpeza da nossa cidade”, afirmou.

Veja onde entregar seringas, agulhas e canetas injetáveis

Quem adquiriu esses materiais em farmácias ou estabelecimentos distribuidores deve procurar o próprio local de compra para realizar a devolução, seguindo as orientações de recebimento.

Já os produtos fornecidos pela rede pública de saúde devem ser entregues à Unidade de Saúde da Família (USF) de referência. De acordo com a Prefeitura, as 72 unidades de saúde da Capital estão aptas a receber os materiais para a destinação adequada.

Até que sejam devolvidos, os objetos precisam ficar armazenados em recipientes rígidos, resistentes a perfurações, com tampa e devidamente fechados. O recipiente deve ser preenchido somente até dois terços de sua capacidade.

A orientação é não descartar agulhas, seringas e outros materiais perfurocortantes soltos no lixo comum ou reciclável.

Trabalhadores da limpeza urbana sofreram três acidentes em seis meses

A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) alerta que o descarte irregular pode causar ferimentos durante a coleta, a compactação dos resíduos nos caminhões e a separação de materiais recicláveis.

As agulhas podem atravessar luvas e uniformes, provocando lesões e expondo os trabalhadores a riscos de contaminação por vírus como os das hepatites B e C e o HIV.

Nos últimos seis meses, foram registrados três acidentes com materiais perfurocortantes envolvendo profissionais da limpeza urbana: um em maio, outro em setembro e um terceiro em outubro. Apesar das ocorrências, nenhum dos trabalhadores precisou se afastar das atividades após receber atendimento médico. Todos os casos foram formalizados por meio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

O diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, destacou que o descarte incorreto representa uma ameaça direta aos profissionais responsáveis pela coleta dos resíduos.

“Os trabalhadores da limpeza urbana estão diariamente nas ruas, recolhendo os resíduos descartados pela população. Uma agulha jogada de forma irregular pode provocar um acidente grave. Por isso, pedimos que cada cidadão faça sua parte e encaminhe esses materiais para os locais adequados, protegendo quem trabalha para manter Cuiabá limpa”, declarou.

O que fazer em caso de acidente com agulha

Quem sofrer uma perfuração provocada por agulhas, seringas ou outros materiais descartados irregularmente deve lavar imediatamente o local com água corrente e sabão e procurar atendimento médico sem demora. A avaliação profissional é necessária para analisar o risco de contaminação e definir as medidas preventivas indicadas.

Conforme a orientação da Secretaria, quando houver indicação clínica, a profilaxia pós-exposição (PEP) contra o HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras horas e dentro do limite máximo de 72 horas após a exposição. A equipe de saúde também poderá avaliar a necessidade de medidas preventivas contra hepatites virais e de atualização da vacinação.

Além dos riscos à saúde, o descarte irregular pode configurar infração sanitária e resultar em penalidades. Conforme o artigo 500 da Lei Complementar nº 004/1992, as multas podem variar de R$ 428 a R$ 4.274, dependendo do enquadramento da infração.

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