Nesta terça-feira (03), a Prefeitura de Cuiabá intensifica o alerta sobre os cuidados necessários para impedir a reprodução do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika. Com 931 casos autóctones de dengue registrados em 2026, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) destaca que a prevenção precisa começar dentro das residências, com a eliminação de recipientes que acumulam água parada.
Conforme o boletim epidemiológico atualizado em 29 de outubro, a capital mato-grossense contabilizou seis novos casos de dengue durante a 42ª Semana Epidemiológica. Outros 41 registros de períodos anteriores também foram incorporados ao levantamento. No balanço geral, o número representa um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Os dados também apontam 65 casos autóctones de chikungunya, sem mortes confirmadas. Quanto à zika, não foram identificadas novas ocorrências na semana analisada, e Cuiabá continua sem registrar óbitos pela doença neste ano.
As ações de enfrentamento ao mosquito seguem sendo realizadas pelas equipes de Vigilância em Saúde Ambiental. O trabalho já alcançou 958.373 imóveis vistoriados em diferentes regiões do município. Desse total, 100.614 receberam tratamento, enquanto as equipes também realizaram intervenções em 114.317 depósitos e eliminaram outros 29.015 possíveis criadouros.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que os moradores façam inspeções frequentes nos quintais e nas áreas externas das casas. Entre os cuidados necessários estão manter caixas d’água devidamente fechadas, limpar calhas, verificar vasos de plantas e descartar corretamente pneus, garrafas e outros objetos que possam acumular água.
Outro cuidado destacado pela administração municipal é permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares. Além de localizar possíveis focos do mosquito, os profissionais orientam os moradores e executam procedimentos de controle do vetor.
A Prefeitura ressalta que o enfrentamento à dengue depende também da participação dos moradores. A eliminação dos criadouros precisa fazer parte da rotina diária, independentemente da época do ano ou do aumento dos casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
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