No sábado (26), o chef Henrique Fogaça revelou ter recusado propostas envolvendo empresas de apostas que poderiam lhe render milhões de reais. O jurado do MasterChef relatou a decisão nas redes sociais e afirmou que preferiu não aceitar esse tipo de trabalho por considerar questões de ética, dignidade e respeito às pessoas vulneráveis.
Segundo Fogaça, os valores oferecidos pelas empresas de apostas chegavam à casa dos milhões, mas ele decidiu abrir mão do dinheiro e não participar das campanhas.
A manifestação ganhou um tom político quando o chef direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrando insatisfação com as medidas adotadas em relação ao setor de apostas.
Fogaça chegou a classificar o governo Lula como “corrupto” e afirmou que, na avaliação dele, as decisões tomadas pelo Executivo são realizadas por interesse eleitoreiro. A declaração foi feita pelo próprio chef em sua manifestação nas redes sociais.
A crítica ocorre justamente após o governo federal publicar, na sexta-feira (25), a Medida Provisória nº 1.394, que determina a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. A regra alcança apostas esportivas e jogos online e também prevê a extinção das autorizações existentes após o período de transição.
Com a entrada em vigor da medida, as plataformas deixam de poder oferecer novas apostas e realizar publicidade da atividade. A MP também estabeleceu um calendário para o encerramento das operações e a devolução dos valores mantidos nas contas dos apostadores.
O posicionamento de Fogaça, portanto, reúne dois pontos distintos: a afirmação de que recusou propostas milionárias do setor de apostas e a insatisfação declarada por ele com o governo Lula, especialmente diante da decisão de proibir as bets no país.
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