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Enfermeira é presa por atuar ilegalmente em clínica de estética e colocar pacientes em risco em Cuiabá

Enfermeira é presa por atuar ilegalmente em clínica de estética e colocar pacientes em risco em Cuiabá

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Nesta sexta-feira, a Polícia Civil de Cuiabá prendeu preventivamente uma enfermeira de 38 anos, proprietária de uma clínica de estética no bairro Jardim Europa, suspeita de exercício ilegal da medicina e de cometer crimes contra a saúde pública.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, começou após denúncia encaminhada à Vigilância Sanitária municipal. Durante fiscalização, foram identificadas irregularidades graves, como a realização de procedimentos invasivos — entre eles Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia — que são exclusivos de médicos, mas estavam sendo executados pela investigada.

Os agentes também encontraram medicamentos vencidos, produtos estrangeiros sem registro e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, incluindo toxina botulínica de origem sul-coreana. Parte dos produtos teria sido importada ilegalmente e armazenada em condições inadequadas, sem controle sanitário.

Segundo o delegado Rogério Ferreira, a clínica operava sem alvará sanitário, sem controle de resíduos e sem condições mínimas de biossegurança, expondo pacientes a riscos como infecções graves, necroses e até morte, especialmente em procedimentos que envolvem manipulação de sangue.

Mesmo após ser interditado pela Vigilância Sanitária, o estabelecimento teria continuado funcionando de forma clandestina. A suspeita teria retirado equipamentos à noite e passado a atender em outros locais, além de tentar abrir uma nova unidade com outro nome, também no Jardim Europa.

As investigações apontam ainda que a mulher se apresentava nas redes sociais como “Dra.” e divulgava procedimentos em áreas como rosto, glúteos e seios, cobrando antecipadamente via Pix, sem comprovação de habilitação médica.

Além da prisão, a Justiça determinou busca e apreensão, interdição da clínica, suspensão do CNPJ, bloqueio das redes sociais e suspensão do registro profissional junto ao conselho de enfermagem. A investigada já possuía passagem por tráfico de drogas e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da prisão.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que outros profissionais que atuem de forma irregular poderão ser alvo de novas ações.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 197, pela Delegacia Digital ou presencialmente em unidades policiais, incluindo a própria Decon.

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