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Homem que ateou fogo na ex-companheira é condenado a mais de 29 anos de prisão em MT

Homem que ateou fogo na ex-companheira é condenado a mais de 29 anos de prisão em MT

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Nesta terça-feira (26), o Tribunal do Júri de Paranatinga condenou Djavanderson de Oliveira de Araújo a 29 anos e três meses de reclusão pelo assassinato da ex-namorada, Juliana Valdivino da Silva, ocorrido em setembro de 2024.

A sessão de julgamento durou mais de 15 horas e resultou na condenação conforme a tese apresentada pela promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonça Siscar, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Paranatinga.

A sentença determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado. O condenado já estava preso preventivamente desde setembro de 2024 no Centro de Custódia de Cuiabá e permanecerá detido para início imediato da execução penal.

O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo fútil, com uso de fogo, mediante dissimulação e em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, caracterizando feminicídio. Também foram reconhecidos os crimes de perseguição (stalking) e violência psicológica.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, após uma discussão, o acusado lançou álcool sobre a vítima e ateou fogo. Os dois sofreram queimaduras graves.

Juliana teve queimaduras de 2º e 3º grau em cerca de 90% do corpo, foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá e permaneceu internada em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois.

De acordo com o Ministério Público, o crime ocorreu em contexto de violência doméstica, já que o casal manteve relacionamento por aproximadamente três anos e estava separado havia cerca de três meses.

As investigações apontaram que Juliana morava em um alojamento do frigorífico onde trabalhava e, no dia do crime, havia ido até a antiga residência do casal para buscar pertences pessoais.

Ainda conforme a denúncia, ela chegou a enviar mensagens para a mãe pedindo socorro e informando o endereço onde estava, temendo pela própria segurança.

Horas depois, o acusado teria planejado o crime. Segundo o MPMT, ele comprou etanol em um posto de combustível e utilizou um falso pedido de ajuda, alegando ter sofrido um acidente, para convencer Juliana a retornar ao local.

Após nova discussão, ele teria lançado o combustível sobre a vítima e provocado o incêndio, motivado pela inconformidade com o fim do relacionamento.

Além do feminicídio, o Ministério Público apontou que o réu também perseguia a vítima por meio da clonagem do celular, monitorando comunicações e localização, além de exercer controle emocional e restringir temporariamente sua liberdade.

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