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Justiça mantém vídeos de Abilio no ar após ação movida por vereadora em Cuiabá

Justiça mantém vídeos de Abilio no ar após ação movida por vereadora em Cuiabá

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Na quinta-feira (7), o 3º Juizado Especial Cível de Cuiabá negou o pedido de liminar apresentado pela vereadora Maysa Leão (Republicanos) para retirada imediata de vídeos e publicações das redes sociais do prefeito Abilio Brunini (PL). A decisão mantém os conteúdos disponíveis enquanto o processo segue em tramitação.

A ação judicial surgiu após declarações do prefeito associando a parlamentar a um suposto repasse de R$ 4 milhões do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) ao Instituto Lírios, entidade presidida por uma ex-coordenadora de campanha da vereadora.

Na decisão, o Judiciário entendeu que a versão apresentada pela defesa de Maysa ainda precisa ser analisada dentro do devido processo legal, garantindo o contraditório e a ampla defesa antes de qualquer medida que restrinja publicações nas redes sociais.

O embate político ganhou força durante uma coletiva de imprensa realizada na Câmara Municipal de Cuiabá, ocasião em que a vereadora interrompeu o prefeito para cobrar explicações sobre as declarações feitas publicamente.

Abilio Brunini sustenta que os recursos federais, ligados à gestão do ministro Carlos Fávaro (PSD), estariam sendo utilizados para fortalecer politicamente a vereadora no interior do Estado, mirando uma possível candidatura à Assembleia Legislativa em 2026.

Já Maysa Leão afirma que as acusações são “ilações” sem comprovação e argumenta que o Instituto Lírios participou de um projeto federal transparente coordenado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A parlamentar também sustenta que as falas do prefeito ultrapassam o campo da crítica política e configuram violência política de gênero, alegando tentativa de descredibilizar sua atuação parlamentar.

Na ação, a defesa da vereadora afirma ainda que os vídeos divulgados nas redes sociais provocaram um “linchamento virtual”, apontando suposta manipulação de trechos da discussão para distorcer o contexto original. Além da remoção do conteúdo, Maysa pede indenização de R$ 50 mil por danos morais.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que é necessário apurar se as declarações do prefeito configuram acusações infundadas ou se fazem parte do debate público envolvendo agentes políticos.

Enquanto o mérito da ação não é julgado, os vídeos e postagens permanecem disponíveis nas redes sociais do prefeito, que possui mais de 1,5 milhão de seguidores. Uma audiência de conciliação entre as partes deverá ser marcada nos próximos meses.

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