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No domingo (28), uma discussão entre a mãe de uma menina de 10 anos e um pastor de 71 anos mobilizou equipes da Polícia Militar e do Samu no bairro Aroeira, em Cuiabá. A ocorrência teve início após denúncias envolvendo um relato feito pela criança e terminou com as partes encaminhadas à delegacia.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via Ciosp inicialmente para verificar uma informação de que crianças estariam atirando pedras contra uma igreja. No entanto, ao chegar ao local, os policiais constataram que se tratava de um conflito entre uma mulher e o pastor da igreja.
Em conversa com a equipe, a mãe da menina relatou que a filha, de 10 anos, havia afirmado dias antes que o pastor seria “tarado”. Ao questionar a criança sobre o motivo da afirmação, a menina contou que, em uma ocasião anterior, o pastor a teria chamado para entrar em um barracão localizado ao lado da igreja, na Rua A1, quando não havia culto nem qualquer outra atividade no local.
A mulher informou ainda que, na sexta-feira (26), procurou o pastor para pedir explicações sobre o relato da filha. Conforme seu depoimento, ele disse que conversaria com ela após o encerramento do culto. Entretanto, ao retornar mais tarde, encontrou a igreja fechada e não conseguiu falar com o religioso.
Já neste domingo, ao passar novamente em frente ao templo e perceber que o pastor estava no local, ela voltou a cobrar esclarecimentos. Segundo a ocorrência, o pastor caminhou em sua direção gravando a situação com um telefone celular e afirmou que iria denunciá-la, alegando que ela o chamava de “tarado”. A mulher, por sua vez, afirmou aos policiais que apenas buscava esclarecimentos sobre o relato feito pela filha.
Durante o desentendimento, a mulher arremessou uma pequena pedra na direção do pastor, atingindo o braço esquerdo dele. Em seguida, uma terceira pessoa, conhecida de ambos, interveio para conter a situação.
Como o pastor relatou que estava passando mal, uma equipe do Samu realizou o atendimento e o encaminhou à UPA da Morada do Ouro, onde passou por avaliação médica e foi liberado após os exames.
Posteriormente, as partes foram encaminhadas ao Plantão de Atendimento de Violência Doméstica, Familiar e Sexual de Cuiabá, onde a ocorrência foi registrada para a adoção das providências cabíveis. O pastor foi apresentado sem o uso de algemas e com a lesão no braço decorrente da pedrada.
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