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Mauro Mendes descarta antecipar convenção do União Brasil em MT

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Nesta sexta-feira (12), o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou que não irá antecipar a convenção partidária, rejeitando a proposta defendida pelo deputado estadual Júlio Campos e pelo senador Jayme Campos, que integram uma ala divergente dentro da sigla.

Durante entrevista à imprensa, Mauro afirmou que o parlamentar Júlio Campos deveria “ler o estatuto do partido”, criticando ainda declarações do deputado ao classificá-las como “bobagens”, em meio ao aumento da tensão interna no grupo político.

Apesar de descartar a antecipação do encontro partidário, o ex-governador confirmou que a data da convenção será definida na próxima semana, dentro do calendário eleitoral. Nos bastidores, há uma corrente que defende a realização já no primeiro dia permitido, em 20 de julho, enquanto o prazo final para as convenções vai até 5 de agosto.

O impasse ocorre em meio a uma disputa interna no União Brasil envolvendo o desejo de Jayme Campos disputar o Governo de Mato Grosso, o que entra em rota de colisão com o projeto político de Mauro, que é pré-candidato ao Senado e já declarou apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Diante do cenário, Júlio Campos chegou a sugerir uma alternativa de consenso, defendendo que Mauro fosse confirmado como candidato e liberado para apoiar Pivetta, enquanto o partido referendaria o nome de Jayme para o governo estadual.

Mauro, no entanto, reforçou que as decisões devem seguir o estatuto interno e não interesses individuais, destacando que “não será a vontade do Mauro Mendes nem dos Campos, mas sim o que está no estatuto do partido”, que ele classificou como a base da democracia interna da sigla.

O ex-governador também rebateu críticas sobre a composição da direção estadual da federação União Progressista — formada por União Brasil e Progressistas — afirmando que a definição dos membros ocorreu por decisão da direção nacional da legenda.

Na prática, a configuração interna pode influenciar diretamente o processo de escolha, já que, em caso de impasse, integrantes da federação poderiam bloquear a candidatura de Jayme Campos, conforme avaliação de bastidores políticos.

Mauro reforçou ainda que mantém sua posição política, afirmando que seu apoio permanece com Otaviano Pivetta, e destacou que as definições finais ocorrerão apenas nas convenções partidárias.

O ex-governador também negou articulações internas para influenciar votos de convencionais, afirmando que todos os interessados terão espaço para apresentar propostas, defender projetos e disputar apoio dentro do partido antes da decisão final.

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