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Nesta quarta-feira (15), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) oficializou a prorrogação por mais 150 dias do prazo para execução das obras do Lote 1 do BRT, responsável pelo corredor que liga a Avenida do CPA, em Cuiabá, ao novo Terminal de Várzea Grande. Com a alteração, a nova previsão de conclusão dos serviços passou para 18 de novembro de 2026.
A mudança foi formalizada por meio do Segundo Termo Aditivo nº 041/2025/01/02-Sinfra, assinado em 15 de julho de 2026 entre a Sinfra e o Consórcio Integra BRT. Além da execução das obras, a vigência do contrato também foi prorrogada por 150 dias, permanecendo válida até 16 de fevereiro de 2027.
O primeiro corredor do BRT contempla o trajeto entre o novo Terminal de Várzea Grande, localizado atrás do Aeroporto Marechal Rondon, e o Terminal do CPA, em Cuiabá. O percurso passa pelas avenidas João Ponce de Arruda, da FEB, Tenente-Coronel Duarte, XV de Novembro, Prainha e Avenida do CPA, além da travessia sobre o Rio Cuiabá.
O Consórcio Integra BRT, formado pelas empresas Guaxe Construtora Ltda., Encomind Engenharia Ltda. e Lotufo Engenharia e Construções Ltda., é responsável pela execução das obras remanescentes desse trecho do sistema.
O contrato prevê a conclusão das intervenções entre a Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA) e o Terminal de Várzea Grande, incluindo obras no trecho entre o Viaduto da Sefaz e a Defensoria Pública, na Avenida Tenente-Coronel Duarte, na Prainha, entre o Crea e a Ponte Júlio Müller, além do segmento entre o Aeroporto Marechal Rondon e o novo terminal, em Várzea Grande. Também fazem parte do contrato as obras de drenagem na região da Prainha, próximo ao Shopping Popular.
O aditivo publicado pela Sinfra não altera o valor do contrato, limitando-se à ampliação dos prazos de execução das obras e da vigência contratual. Enquanto o prazo de execução se refere à conclusão dos serviços, a vigência garante a manutenção do contrato para procedimentos administrativos, medições, pagamentos e encerramento da obra.
O novo adiamento ocorre após o descumprimento do cronograma anteriormente divulgado pelo Governo de Mato Grosso, que previa a entrega da primeira etapa do BRT em junho deste ano.
Max Russi diz que ALMT tem cobrado rapidez
Também nesta semana, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou que a população vem enfrentando transtornos provocados pelas intervenções do BRT, principalmente devido aos congestionamentos registrados nos trechos em obras.
Segundo o parlamentar, a Assembleia tem cobrado maior rapidez na execução dos trabalhos, ressaltando que os impactos atingem diariamente motoristas, usuários do transporte coletivo e trabalhadores.
“O trânsito é algo que mexe com tudo. Qualquer pessoa é impactada pelo trânsito. Quem tem que sair de casa mais cedo para pegar o transporte público e até quem chega mais tarde em casa quando sai do serviço por conta dos congestionamentos.”
Max Russi afirmou ainda que o Legislativo tem exercido sua função de fiscalização, cobrando agilidade do Executivo na conclusão do modal.
“A Assembleia tem feito a sua parte. Tem cobrado bastante, esse é o papel do Legislativo. A gente não executa obras, não faz entregas.”
O deputado também relembrou que, após o rompimento do contrato anterior entre o Governo de Mato Grosso e o antigo consórcio responsável pela obra, em fevereiro de 2025, defendeu que a execução fosse dividida em diferentes lotes para reduzir riscos de atrasos.
Segundo ele, a concentração dos serviços em uma única empresa pode dificultar o andamento das obras, especialmente diante da escassez de mão de obra especializada.
“Se essa empresa, por mais estruturada que seja, encontra dificuldade no mercado de mão de obra, todo o trecho fica parado. A solução que a gente defendeu lá atrás era de que fosse fracionado, para que tivéssemos menos problemas com essa obra.”
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