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Nesta terça-feira (30.6), a Polícia Civil deflagrou a Operação Vigia com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de atuar no desvio de grãos por meio de furtos qualificados, além de investigar a lavagem de dinheiro obtido com os crimes.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum, com apoio de equipes das delegacias de Nova Mutum, Juína, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Várzea Grande e da Derf de Várzea Grande. Durante a operação, um dos investigados foi preso no Aeroporto Marechal Rondon, quando se preparava para embarcar com destino à região Sul do país.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, seis mandados de busca e apreensão em residências e em uma casa de shows, além de 10 mandados de sequestro de bens e valores, medida destinada a garantir a recuperação do prejuízo causado à vítima.
A investigação foi conduzida por investigadores e escrivães da Derf de Nova Mutum. Conforme o delegado Rodrigo Rufato, as apurações revelaram que um dos suspeitos conseguiu emprego como balanceiro em uma fazenda da zona rural de Nova Mutum com o propósito de facilitar a entrada de caminhões não autorizados na propriedade.
Segundo a investigação, o funcionário permitia o acesso dos veículos, que realizavam o carregamento de grãos sem o conhecimento dos proprietários, possibilitando a execução dos furtos. Outros integrantes do grupo seriam responsáveis por disponibilizar caminhões, motoristas e localizar compradores para as cargas desviadas.
As diligências também identificaram que parte do dinheiro obtido com os crimes teria sido ocultada por meio da criação de uma casa de shows do tipo pub, utilizada, conforme a investigação, para lavar os recursos provenientes das atividades ilícitas, enquanto os suspeitos mantinham o estabelecimento em funcionamento.
De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo estimado à vítima é de aproximadamente R$ 2 milhões. Por isso, o bloqueio de bens e valores busca assegurar o ressarcimento dos danos patrimoniais decorrentes dos furtos.
O nome Operação Vigia faz referência ao apelido de um dos investigados presos durante a ofensiva. Os envolvidos deverão ser indiciados pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa e lavagem de capitais.
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