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Operação mira facção acusada de tráfico e cobrança ilegal de comerciantes

Operação mira facção acusada de tráfico e cobrança ilegal de comerciantes

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Nesta quinta-feira (07), a Polícia Civil de Mato Grosso colocou nas ruas a Operação Continuum para atingir uma célula de facção criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e exploração de jogos de azar em Rondonópolis.

As ações se concentram no bairro Bom Pastor, onde os policiais cumprem 11 mandados de busca e apreensão e oito ordens de prisão preventiva. As determinações judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá, após investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Ao todo, 13 equipes da Delegacia Regional de Rondonópolis participam da ofensiva policial, executada em diversos pontos do município durante a manhã desta quinta-feira.

A investigação é resultado de desdobramentos da Operação Impetus, realizada em maio de 2025, quando a Polícia Civil cumpriu 38 ordens judiciais para desarticular outra célula criminosa instalada no bairro Jardim Tropical.

Com a continuidade das apurações, os investigadores identificaram mais 10 suspeitos ligados à facção criminosa, todos com atuação no bairro Bom Pastor e ligação direta com integrantes já investigados anteriormente.

Segundo a Polícia Civil, os integrantes do grupo possuíam funções específicas dentro da organização. Um dos investigados seria responsável pela distribuição de drogas e recolhimento do dinheiro obtido com o tráfico, enquanto os demais atuavam diretamente na entrega dos entorpecentes aos usuários.

A delegada Anna Paula Marien explicou que a estrutura criminosa identificada no Bom Pastor mantinha ligação com a célula desmantelada anteriormente no Jardim Tropical, demonstrando uma atuação integrada entre os grupos investigados.

Durante as diligências, os policiais também constataram que comerciantes da região eram obrigados a repassar dinheiro aos criminosos. Conforme a investigação, a facção exercia controle sobre estabelecimentos comerciais locais, utilizando intimidação para impor cobranças ilegais.

A delegada destacou que a prática representa uma tentativa de domínio territorial por meio do medo e da imposição de poder paralelo dentro da comunidade.

Além das atividades relacionadas ao tráfico e à extorsão, as investigações apontaram que a facção também lucrava com a exploração de jogos de azar. Conforme a Derf, os investigados mantinham controle da distribuição de máquinas utilizadas em apostas ilegais, além do gerenciamento dos valores arrecadados.

Durante a análise do material apreendido, os investigadores localizaram planilhas, relatórios internos e cadastros financeiros ligados aos jogos clandestinos, indicando que a atividade integrava a estrutura econômica da organização criminosa.

A Operação Continuum integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

As ações também fazem parte da Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp e da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência, que reúne unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país no enfrentamento ao crime organizado.

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