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Operação mira facção envolvida em tráfico de cocaína e bloqueia mais de R$ 3 milhões em bens em MT

Operação mira facção envolvida em tráfico de cocaína e bloqueia mais de R$ 3 milhões em bens em MT

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Nesta sexta-feira, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Vinculum Sanguinis, com o cumprimento de 23 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por atuar no transporte de cargas de cocaína da fronteira com a Bolívia até municípios da região norte do Estado.

As investigações são conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e apuram crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do grupo em Sinop e cidades vizinhas.

Entre as medidas determinadas pela Justiça estão um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de 11 contas bancárias, que somam mais de R$ 1,2 milhão. Também foi determinado o sequestro de três veículos e cinco imóveis. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop.

As ações ocorrem nos municípios de Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com foco na desarticulação da organização criminosa responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína entre Pontes e Lacerda e a região de Sinop. A operação contou com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco de Cuiabá.

Até o momento, a ofensiva resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína, além de dinheiro em espécie, que ainda será contabilizado. Três suspeitos foram presos, sendo um em cumprimento ao mandado de prisão preventiva e dois em flagrante por tráfico de drogas.

As investigações começaram em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de dois suspeitos em Cláudia, ocasião em que foi apreendido um quilo de pasta base de cocaína. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil identificou uma estrutura criminosa voltada ao transporte contínuo de grandes carregamentos de entorpecentes vindos da fronteira do Estado.

Segundo a investigação, o grupo utilizava uma rota de mais de 700 quilômetros para levar cocaína e pasta base de cocaína de Pontes e Lacerda até a região de Sinop.

Em março de 2026, a Draco de Sinop já havia realizado a Operação Aurora Pantaneira, que resultou na apreensão de 525 quilos de cocaína e pasta base, também atribuídos ao mesmo grupo criminoso.

Além do tráfico, a investigação apontou um esquema de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras realizadas entre integrantes da facção, empresas e familiares. Conforme a Polícia Civil, os vínculos familiares eram utilizados para dar confiança ao grupo e ocultar patrimônio obtido com atividades criminosas.

As medidas patrimoniais determinadas pela Justiça ultrapassam R$ 3,2 milhões em ativos bloqueados, incluindo contas bancárias, imóveis e veículos. Entre os alvos estão nove pessoas físicas e duas empresas, uma do setor de segurança eletrônica e outra do ramo de metalurgia, localizadas em Cuiabá e Várzea Grande.

Os cinco imóveis sequestrados incluem apartamentos, uma residência e terrenos situados em Cuiabá e Várzea Grande. O valor venal dos bens supera R$ 2 milhões, com estimativa de mercado ainda maior.

De acordo com o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelas investigações, a operação revelou uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções e uso de “laranjas” para ocultação financeira.

O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, significa “laço de sangue”, em latim, fazendo referência ao uso de vínculos familiares entre os integrantes da facção para facilitar a confiança interna e a ocultação patrimonial.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.

A ação também faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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