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Nesta terça-feira (2), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Frete Frio, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado por transportar drogas para outros estados utilizando eletrodomésticos como forma de ocultação.
A ação cumpre três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e determina o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados, limitado a R$ 400 mil por alvo. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos e resultaram em ações nas cidades de Cuiabá, onde estão dois dos investigados, e em Aparecida de Goiânia.
O cumprimento das medidas judiciais conta com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais.
Como o esquema foi descoberto
A apuração teve início em 27 de abril deste ano, após a apreensão de aproximadamente 15 quilos de cocaína escondidos dentro de um climatizador de ar enviado de Cuiabá para Goiás por meio de uma transportadora.
A droga estava dividida em 14 tabletes, embalados com fita adesiva e ocultados no interior do equipamento. Posteriormente, exames realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica confirmaram que o material apreendido era cocaína.
Com o avanço das investigações, a Denarc identificou o responsável pelo despacho da encomenda em uma empresa de transporte localizada na capital mato-grossense. Imagens de câmeras de monitoramento e comprovantes de pagamentos realizados via Pix auxiliaram na identificação de um dos suspeitos apontados como responsáveis pelo envio da carga.
Os policiais também descobriram que o climatizador utilizado para esconder a droga havia sido adquirido por outro integrante do grupo. Segundo a investigação, ele comprou o equipamento e providenciou a emissão da nota fiscal em nome de um terceiro investigado residente em Aparecida de Goiânia, apontado como destinatário da encomenda.
De acordo com o delegado Ronaldo Binoti Filho, os investigados atuavam na logística do transporte interestadual de entorpecentes, utilizando mercadorias comuns para dificultar a fiscalização e dar aparência de legalidade ao esquema.
Origem do nome da operação
O nome Frete Frio faz referência à estratégia utilizada pelos suspeitos, que escondiam drogas em equipamentos de climatização e aproveitavam o transporte regular de cargas para movimentar os entorpecentes entre estados.
Integração com operações nacionais
A operação faz parte da Operação Pharus, ação inserida no planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas.
A investigação também integra a sexta fase da Operação Narke, coordenada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico.
A Renarc reúne delegados das unidades especializadas de combate ao tráfico de drogas em todo o país e atua sob coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas e da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com foco na definição de estratégias nacionais de enfrentamento ao narcotráfico.
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