![]()
Nesta terça-feira (30), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Partilha para cumprir nove mandados judiciais contra investigados por um furto qualificado ocorrido em uma fazenda no município de Confresa. A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e busca aprofundar as investigações sobre o crime, que resultou no furto de R$ 350 mil em dinheiro, cinco armas de fogo, joias e outros objetos de valor.
Os mandados judiciais foram expedidos contra três suspeitos apontados como participantes do esquema criminoso. As ordens são cumpridas nos municípios de Confresa, Sinop, Peixoto de Azevedo, São José do Xingu (distrito de Santo Antônio do Fontoura), Porto dos Gaúchos e também em Novo Progresso, no estado do Pará.
Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão mandados de busca e apreensão domiciliar, inclusive na modalidade itinerante, quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos, além do acesso e extração de informações de aparelhos eletrônicos apreendidos. As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças.
A operação tem como objetivo localizar e recuperar o dinheiro, as armas e as joias furtadas, além de apreender celulares, tablets e notebooks, considerados fundamentais para esclarecer as negociações e a divisão dos bens obtidos com o crime.
A ofensiva policial conta com o apoio das Delegacias de Confresa, São José do Xingu e Santa Cruz do Xingu, das Delegacias Regionais de Guarantã do Norte, Sinop e Juína, além da Polícia Civil do Pará.
As investigações apontam que o furto ocorreu na madrugada de 23 de setembro de 2024, quando os criminosos invadiram uma propriedade rural em Confresa, arrombaram cofres existentes na residência e levaram cerca de R$ 350 mil em espécie, além de joias e cinco armas de fogo.
Durante a apuração, a equipe da Derf de Confresa identificou que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções entre os envolvidos. Segundo a investigação, os alvos da operação seriam um prestador de serviço que repassava informações privilegiadas sobre a propriedade, o executor do furto e o responsável pela logística e pela destinação das armas levadas.
Conforme a delegada Karen Amaral Makrakis, responsável pela investigação, foram encontrados áudios, mensagens, fotografias de uma das armas furtadas e até um registro manuscrito detalhando a divisão dos bens entre os suspeitos, fortalecendo os indícios da participação do grupo no crime.
O nome Operação Partilha faz referência justamente a esse documento apreendido pelos investigadores, no qual os suspeitos teriam anotado como dividiram entre si o dinheiro, as armas e as joias furtadas. Segundo a Polícia Civil, a operação representa a resposta do Estado para desarticular o grupo e recuperar o patrimônio levado da vítima.
Share this content:




Publicar comentário