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Operação mira suposto esquema de corrupção em hospital municipal de Campo Novo do Parecis

Operação mira suposto esquema de corrupção em hospital municipal de Campo Novo do Parecis

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Nesta terça-feira, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas judiciais incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, além de quebras de sigilo telefônico e telemático e outras cautelares autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra.

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Campo Novo do Parecis, Arenápolis, além de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, identificar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção e apuram uma suposta tentativa de interferência nos trabalhos da CPI nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na administração do Hospital Municipal Euclides Horst.

Caso ganhou repercussão após morte de gestante

A CPI foi criada após questionamentos envolvendo o atendimento prestado pela unidade hospitalar, principalmente depois da morte de uma jovem gestante de Campo Novo do Parecis. Segundo as apurações, ela apresentou complicações durante um parto cesáreo, foi transferida para Cuiabá e morreu posteriormente.

O caso provocou cobranças de familiares e moradores sobre a estrutura do hospital, a qualidade dos serviços prestados, a gestão de profissionais e a regularidade dos contratos administrativos da unidade.

Investigação aponta possíveis fraudes e desvios

As investigações tiveram início após uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre uma suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI.

Entre os fatos apurados pela polícia estão indícios de:

  • pagamentos por serviços supostamente não executados;
  • emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas;
  • movimentações irregulares de recursos públicos;
  • e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

Conforme a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento apontam indícios, em tese, da prática de crimes contra a Administração Pública, incluindo corrupção ativa, sem descartar a identificação de outros delitos ao longo das investigações.

Apoio de outras delegacias

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários, da Delegacia de Arenápolis, da Delegacia de Campo Novo do Parecis e também da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

O nome Silêncio Comprado faz referência à suspeita de tentativa de compra de influência sobre os trabalhos da CPI, situação que deu origem às investigações.

A ação integra ainda a Operação Pharus, planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso voltado ao combate de organizações criminosas em todo o estado.

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