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Nesta quinta-feira (30), a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, tornou pública a Nota Informativa nº 02/2026, que apresenta o cenário atual da meningite na capital. Produzido pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), o levantamento reforça que o município permanece em situação de normalidade epidemiológica, mesmo diante da confirmação de casos e mortes ao longo do ano.
Até abril de 2026, foram contabilizados sete casos confirmados da doença, sendo três evoluções para óbito. A taxa de incidência registrada é de 1,01 caso por 100 mil habitantes, número inferior à média nacional, estimada em 1,4.
O relatório destaca que, em Cuiabá, predominam as meningites não meningocócicas, conhecidas por apresentarem menor taxa de letalidade quando comparadas às formas mais graves da enfermidade.
Caracterizada como uma inflamação das meninges — estruturas que envolvem o cérebro e a medula espinhal —, a meningite pode ser provocada por diferentes agentes, como vírus, bactérias e fungos. No Brasil, a doença é considerada endêmica, com registros contínuos ao longo dos anos.
A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias, por meio de secreções expelidas ao falar, tossir ou espirrar, além da via fecal-oral, relacionada ao consumo de água ou alimentos contaminados e contato com fezes infectadas.
Por comprometer o sistema nervoso central, a enfermidade pode evoluir de forma rápida, com risco de complicações severas e até morte.
Os casos registrados neste ano atingiram diversas faixas etárias, incluindo bebês, adultos e idosos. Entre os agentes identificados estão vírus, bactérias como Staphylococcus e fungos como Cryptococcus. Há registros de pacientes que receberam alta, além de óbitos e casos ainda em investigação.
De acordo com o boletim, não houve novos registros em abril até a data da divulgação.
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e prostração. Já os sinais de maior gravidade incluem rigidez na nuca, sensibilidade à luz, manchas na pele, convulsões e alterações respiratórias, situações que exigem atendimento imediato. Em bebês, irritabilidade e choro persistente também funcionam como alerta.
A vacinação segue como a principal forma de prevenção, especialmente contra os tipos mais graves da doença. Em Cuiabá, os imunizantes estão disponíveis em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas pela cidade, algumas com horários ampliados para facilitar o acesso da população.
Em caso de suspeita, a recomendação é buscar atendimento imediato em uma unidade básica, UPA ou policlínica. A notificação deve ser realizada em até 24 horas à Vigilância Epidemiológica.
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