Nesta sexta-feira (1º), o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) destacou os critérios para proprietários de veículos antigos conseguirem a tradicional placa preta, identificação destinada a automóveis de coleção que preservam suas características originais. Atualmente, o Estado possui 1.274 veículos registrados nessa categoria.
O reconhecimento é concedido a automóveis que atendem às exigências previstas na legislação de trânsito. Entre os principais critérios estão ter pelo menos 30 anos de fabricação e conservar, no mínimo, 80% de suas características originais.
A avaliação considera diferentes componentes do veículo, incluindo motor, carroceria, pintura e acabamento interno. A proposta é garantir que os automóveis mantenham a autenticidade e as características que apresentavam quando deixaram a fábrica.
Para iniciar o processo, o proprietário precisa obter o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), documento emitido após uma avaliação realizada por entidade habilitada. Com a certificação, o próximo passo é procurar o Detran-MT para solicitar a alteração do registro para a categoria de coleção e cumprir os procedimentos exigidos.
Depois da aprovação do órgão de trânsito, o dono do automóvel recebe autorização para procurar uma empresa estampadora credenciada, responsável pela fabricação e instalação da placa especial. A relação das empresas pode ser consultada no portal do Detran-MT.
Mais do que uma identificação diferenciada, a placa preta representa o reconhecimento de quem dedica tempo e recursos à preservação da história automobilística. Para muitos colecionadores, manter um veículo antigo em condições originais significa conservar parte da memória da indústria e da cultura sobre rodas.
Um exemplo é o colecionador Érico Túlio de Paula Corrêa, proprietário de um Landau 1982 com câmbio automático. Para ele, a identificação representa a responsabilidade de preservar modelos que marcaram diferentes gerações e fazem parte da história dos automóveis no Brasil.
O diretor de Veículos do Detran-MT, Dauson Silva, também destaca que o reconhecimento da originalidade pode contribuir para a valorização comercial dos automóveis. A identificação ainda pode ser considerada em avaliações relacionadas a colisões e sinistros, dependendo das condições previstas na apólice de seguro e da análise do veículo.
Além da valorização financeira, o órgão ressalta a importância cultural desses automóveis. Os veículos de coleção preservam características de diferentes épocas da indústria automobilística e ajudam a manter viva a história do setor, motivo pelo qual o Detran busca garantir que os processos de registro e regularização respeitem os critérios estabelecidos pela legislação.
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