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Polícia Civil prende padrasto investigado por abusar de enteadas em Cuiabá

Polícia Civil prende padrasto investigado por abusar de enteadas em Cuiabá

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Nesta segunda-feira (8.6), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem de 30 anos, investigado por uma série de abusos sexuais praticados contra as duas enteadas, de 13 e 11 anos, em Cuiabá. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).

O suspeito estava com a prisão preventiva decretada pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá pelo crime de estupro de vulnerável. Ele também figurava entre os alvos da Operação Marco Zero, deflagrada no mês de maio, mas ainda não havia sido localizado pelas autoridades.

As investigações tiveram início após as adolescentes relatarem na escola que vinham sendo vítimas de abusos cometidos pelo padrasto. A partir da denúncia, a Deddica iniciou os procedimentos investigativos para apurar os fatos.

Segundo as informações levantadas pela Polícia Civil, os abusos ocorriam principalmente durante a noite. As vítimas relataram que, enquanto dormiam, o suspeito se aproveitava da situação para praticar atos abusivos. Elas também informaram que o investigado tentava invadir o banheiro quando faziam uso do local e que frequentemente fazia ameaças para impedir que os fatos fossem revelados.

Durante a apuração do caso, as meninas foram ouvidas por meio de escuta especializada, procedimento destinado à proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência. Na ocasião, elas confirmaram os abusos denunciados.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o delegado Edison Pick representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi aceito pela Justiça, resultando na expedição do mandado cumprido nesta segunda-feira.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para os procedimentos legais e colocado à disposição do Poder Judiciário, que dará continuidade ao processo.

A Polícia Civil reforça a importância da denúncia em casos de violência contra crianças e adolescentes, destacando que a comunicação rápida dos fatos contribui para a proteção das vítimas e para a responsabilização dos autores.

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