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Nesta segunda-feira, a Cuiabá registrou mais uma ação de combate à violência contra a mulher com a prisão de três homens apontados como autores de crimes domésticos. As ordens judiciais foram cumpridas pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM).
Entre os casos, está o de um homem de 37 anos, suspeito de tentativa de feminicídio ocorrida no início do mês, em Várzea Grande. O crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. O suspeito invadiu a casa da vítima, armado com uma faca, e a atacou durante uma discussão, causando a amputação de quatro dedos da mão da mulher, que tentou se defender.
Após o ataque, a vítima caiu, bateu a cabeça e ficou inconsciente, sendo socorrida e encaminhada para cirurgia. O crime aconteceu na presença dos filhos, o que agrava ainda mais a situação. O suspeito fugiu após a ação, mas teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e foi detido ao comparecer à delegacia.
Durante a operação, também foi preso em flagrante um advogado de 34 anos, acusado de ameaçar e chantagear a ex-companheira. Mesmo com medidas protetivas em vigor, ele continuava frequentando locais próximos à vítima e chegou a intimidá-la dentro da delegacia, descumprindo novamente a decisão judicial.
O suspeito possui um extenso histórico de violência doméstica, incluindo registros de injúria, ameaça, perseguição, violência psicológica e lesão corporal. Diante dos fatos, foi autuado em flagrante e colocado à disposição da Justiça.
O terceiro caso envolve um agressor reincidente, que voltou a atacar a companheira com socos e chutes. A vítima precisou de atendimento médico em uma unidade de saúde, enquanto o suspeito foi localizado e preso em uma quitinete onde estava escondido.
Ele já acumulava diversas ocorrências por violência doméstica, incluindo descumprimento de medidas protetivas, mesmo sob monitoramento com tornozeleira eletrônica.
A delegada Judá Marcondes destacou a importância da denúncia. Segundo ela, a Polícia Civil atua de forma rigorosa para coibir agressões e prevenir casos mais graves, como o feminicídio, reforçando que vítimas devem procurar ajuda ao menor sinal de violência.
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