×

Ponte do Boa Esperança deve ser liberada para tráfego em até 45 dias

Na sexta-feira (11), a reconstrução da ponte sobre o Córrego Fundo, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá, atingiu aproximadamente 75% de execução e avançou para uma das últimas etapas da obra. Com a infraestrutura e a mesoestrutura concluídas, os trabalhos agora se concentram na instalação das vigas pré-moldadas e da pré-laje.

A previsão da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras é finalizar a intervenção em até 45 dias, incluindo a execução da pavimentação dos acessos, sinalização e liberação da ponte para o tráfego.

O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, esteve no local para acompanhar o andamento dos serviços e explicou que a etapa considerada mais complexa já foi vencida. A equipe concluiu a infraestrutura da ponte e a cortina de contenção, enquanto as vigas principais já estão prontas para serem posicionadas.

A sequência dos trabalhos prevê o lançamento das vigas, instalação das pré-lajes e das armaduras, concretagem da laje superior e, posteriormente, aplicação do asfalto.

A intervenção foi necessária depois que a antiga ponte apresentou problemas estruturais graves e risco de desabamento, exigindo a interdição da passagem. A estrutura faz a ligação entre o bairro Boa Esperança e a Avenida Arquimedes Pereira Lima, a conhecida Avenida do Moinho.

Estrutura entra na fase de montagem das vigas

Uma das cabeceiras já recebeu aterro até a altura do pilar de sustentação, deixando o local preparado para a colocação das estruturas que estão armazenadas no canteiro.

As vigas serão posicionadas com o auxílio de uma escavadeira hidráulica. Depois, as equipes vão instalar os elementos da pré-laje e preparar a ferragem que dará sustentação à parte superior da ponte.

De acordo com o engenheiro Marco Farias, responsável pela reconstrução, a pré-laje é composta por peças de concreto pré-moldado que ficam apoiadas sobre as vigas. Como os elementos foram produzidos no próprio canteiro e dispensam a utilização de escoramentos, a execução ganha agilidade.

Sobre essa estrutura será construída a laje de rolamento, que receberá diretamente o tráfego de veículos.

A laje terá 20 centímetros de espessura. Após a concretagem, será necessário respeitar um período de 10 a 14 dias de cura do concreto antes que a estrutura possa ser liberada.

Durante esse intervalo, os trabalhadores deverão avançar em serviços complementares, como a conexão da ponte com as cabeceiras, execução da pista de rolamento, meios-fios, sarjetas e acabamentos.

Nova fundação reforça segurança da ponte

A reconstrução também adotou uma solução diferente da utilizada na estrutura anterior. A nova fundação foi executada com estacas metálicas cravadas a 12 metros de profundidade, conectadas por uma base de concreto.

Uma das fases que mais exigiu trabalho foi a construção da fundação dentro da água, atividade que se estendeu até 26 de junho e acabou influenciando o cronograma inicialmente previsto.

O problema que comprometeu a antiga estrutura foi registrado em 4 de março, enquanto a reconstrução começou em junho.

“Não é tão simples construir uma ponte de concreto em 90 dias. Daqui para a frente, não prevemos problemas com chuva ou falta de material”, explicou Marco Farias.

Antes da reabertura, a estrutura ainda será submetida a inspeções e testes de resistência com caminhões carregados da própria Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras.

O projeto prevê capacidade para suportar veículos de até 60 toneladas, reforçando a segurança para a circulação após a conclusão dos trabalhos.

Prefeitura assumiu reconstrução após interdição

Edson Brasil explicou que parte da demora percebida pela população está relacionada à complexidade dos serviços, especialmente porque uma parcela significativa da obra ocorre abaixo do nível do solo.

Segundo o secretário, diante da necessidade de interdição imediata da ponte, a Prefeitura optou por executar diretamente a reconstrução, utilizando equipes, equipamentos e conhecimento técnico próprios.

A estratégia evitou que o município precisasse aguardar o tempo de um processo convencional de contratação para iniciar a intervenção.

Depois da conclusão das etapas estruturais, dos acessos e da sinalização, a ponte deverá ser liberada definitivamente para o tráfego, recuperando a ligação entre o Boa Esperança e a Avenida do Moinho.

A expectativa técnica é que a nova estrutura tenha vida útil estimada entre 40 e 50 anos, desde que receba manutenção adequada e não seja submetida a condições diferentes das previstas no projeto.

Compartilhe!

Compartilhe nas redes sociais

Publicar comentário