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Nesta quinta-feira, a Prefeitura de Cuiabá reuniu representantes da Defesa Civil Municipal, Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e diversas secretarias municipais para alinhar as ações do projeto “Todos Juntos por uma Cuiabá Sem Queimadas”. O encontro ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) e marcou o início do planejamento integrado para o período de estiagem de 2026.
A estratégia busca ampliar os resultados alcançados em 2025, quando Cuiabá registrou redução superior a 90% nos incêndios urbanos, índice atribuído à atuação conjunta entre fiscalização, prevenção, resposta rápida das equipes e campanhas educativas.
O secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, destacou que o programa foi estruturado de forma integrada entre município, Estado e instituições parceiras.
Segundo ele, participam da iniciativa o Corpo de Bombeiros, a Sema, a Defesa Civil Estadual, o Sindicato Rural, a Famato e secretarias municipais como Ordem Pública, Obras, Limpurb e Desenvolvimento Urbano.
Entre as novidades previstas para este ano está a inclusão da Secretaria Municipal de Educação nas ações preventivas, por meio do projeto “Sentinelas do Futuro”, que levará orientações sobre prevenção às queimadas para estudantes da rede municipal.
A Prefeitura também prevê a ampliação das equipes operacionais durante o período crítico da seca, incluindo atuação em áreas rurais.
Outro ponto destacado pela Defesa Civil foi o reforço orçamentário para as ações preventivas e operacionais. Além dos recursos municipais, Cuiabá contará com verba oriunda de emenda parlamentar destinada ao combate e prevenção de incêndios urbanos e rurais.
Durante a reunião, Alessandro Borges alertou que as previsões climáticas indicam um cenário mais severo em 2026, especialmente entre julho e setembro, exigindo intensificação do trabalho preventivo.
O gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil Estadual, Luiz Carlos Monteiro da Silva, explicou que especialistas apontam a consolidação do fenômeno El Niño com forte intensidade neste ano, o que poderá provocar seca severa, baixa umidade do ar e temperaturas elevadas em Mato Grosso.
Segundo ele, a antecipação das ações e a integração entre Estado e municípios serão fundamentais para reduzir os impactos à população e manter os índices de redução das queimadas.
A fiscalização e responsabilização por queimadas urbanas ilegais também foram reforçadas como prioridade. A Secretaria Municipal de Ordem Pública já realiza notificações para limpeza de terrenos baldios e, conforme a Defesa Civil, áreas atingidas por incêndios poderão gerar relatórios técnicos, autuações e encaminhamento de casos ao Ministério Público por crime ambiental.
Representando a Sema, o coronel da reserva Lázaro Nunes, integrante do Comitê Estadual de Gestão do Fogo, afirmou que as previsões climáticas indicam possibilidade de seca intensa nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal durante o segundo semestre.
Segundo ele, o Estado irá intensificar ações de fiscalização presencial e remota, utilizando monitoramento via satélite para detectar focos de calor e emitir notificações praticamente em tempo real aos proprietários rurais.
O secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel Marcelo Augusto Revelles, afirmou que Cuiabá tem servido de referência para outros municípios pela atuação integrada entre prefeitura e governo estadual.
Ele destacou ainda que o enfrentamento ao período de estiagem envolve não apenas o combate às queimadas, mas também ações preventivas relacionadas à crise hídrica, impactos na saúde pública, proliferação de insetos e aumento das ondas de calor.
Representando a Agência Cuiabá Regula, o diretor-presidente Alexandre César Lucas destacou a parceria com a concessionária Águas Cuiabá, que poderá disponibilizar caminhões-pipa e equipamentos de abastecimento para auxiliar as equipes de resposta em situações emergenciais.
A programação desta quinta-feira também contou com a participação da Prefeitura de Cuiabá no Comitê de Gestão do Fogo do Estado de Mato Grosso, reunindo ainda órgãos federais como Ibama e ICMBio, ampliando a integração entre município, Estado e União no enfrentamento às queimadas.
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