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Quase metade da população adulta de MT está inadimplente

Quase metade da população adulta de MT está inadimplente

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Com informações da CDL

Neste início de 2026, Mato Grosso registra um cenário preocupante no crédito: 47,99% da população adulta está inadimplente, o que representa cerca de 1,5 milhão de pessoas com restrições. O volume indica um crescimento de 5,21% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do SPC Brasil em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá.

Na comparação mensal, o avanço também chama atenção. Em relação a fevereiro, houve alta de 0,64% no número de inadimplentes, reforçando a tendência de crescimento ao longo dos primeiros meses do ano.

Em nível nacional, a inadimplência apresentou variação ainda mais elevada, com 9,54% em março, enquanto a região Centro-Oeste registrou 6,71%, ambos índices superiores ao observado no estado na comparação anual.

O presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, destacou que o aumento contínuo evidencia um cenário desafiador para os consumidores, apontando a necessidade de mais educação financeira e políticas voltadas ao crédito responsável.

Os dados revelam ainda que o valor médio das dívidas chegou a R$ 5.844,18, enquanto o tempo médio de atraso é de 28 meses, indicando que boa parte dos débitos permanece por longos períodos sem regularização.

O perfil dos inadimplentes mostra uma idade média de 44 anos, com predominância masculina (53,36%). A faixa etária mais afetada é a de 30 a 39 anos, que concentra 26,87% dos devedores.

Em relação aos setores, o segmento bancário lidera com 54,29% das dívidas, seguido pelo comércio (21,93%). Contas de serviços essenciais, como água e energia, representam 9,38%, enquanto despesas com comunicação somam 3,98%.

Com mais de cinco décadas de atuação, a CDL Cuiabá reúne cerca de 10 mil associados, principalmente dos setores de comércio e serviços, que juntos representam aproximadamente 70% do PIB da capital, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, além de responderem por cerca de 60% dos empregos formais, segundo o Caged.

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