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Samantha Iris diz que não existe cristãos de esquerda

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Na quinta-feira (25), a vereadora por Cuiabá e primeira-dama Samantha Iris (PL) afirmou que não acredita na existência de “cristãos de esquerda”, ao responder às declarações do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Marcha para Jesus, realizada no último sábado (21), na capital mato-grossense.

Ao comentar o assunto, Samantha disse que não espera posicionamentos favoráveis ao cristianismo por parte da esquerda e reforçou seu entendimento sobre a relação entre religião e política.

“Eu acho que o que a gente deveria entender é que da esquerda a gente não pode esperar falas realistas em relação ao cristianismo, porque a gente tem um candidato que falou que cristão de esquerda existe e eu não concordo. Eu acho que cristão de esquerda não existe”, declarou.

A manifestação ocorreu após Lúdio Cabral afirmar que Flávio Bolsonaro deveria ter aproveitado a participação no evento religioso para “orar e pedir perdão pelos pecados”, fazendo referência aos diálogos divulgados envolvendo o senador e Daniel Vorcaro, citado no caso do Banco Master.

Questionada sobre a crítica, Samantha afirmou que a oração é uma questão individual e evitou endossar o posicionamento do parlamentar.

“Eu não vi essa fala, mas eu acho que cada oração de cada um, cada um sabe como faz. É a mesma coisa de eu falar para você: ‘Vai orar para alguma coisa que é da sua vida’. Então não faz sentido”, respondeu.

A vereadora também negou que a participação do senador tenha descaracterizado o evento religioso, ressaltando que sua presença foi breve.

“Eu acho que não aconteceu isso. A presença do Flávio foi curta em relação ao evento. O evento começou às 2 horas da tarde e terminou depois das 10 horas da noite. O Flávio teve uma participação de cinco minutos”, afirmou.

Samantha Iris ainda declarou que o discurso contrário à participação de políticos em eventos religiosos costuma partir de setores da esquerda ou de pessoas ligadas a outras crenças.

“Esse discurso de não misturar religião e política geralmente é propagado por pessoas de outra ideologia, que é a esquerda, ou de outras religiões que não são a cristã”, concluiu.


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