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O programa Saúde Digital, coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), foi ampliado com um projeto de telediagnósticos em oftalmologia, voltado para profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e da atenção especializada. O serviço será oferecido via teleoftalmologia, com foco em diagnóstico precoce e monitoramento de doenças oculares.
“O programa de Saúde Digital existe para encurtar distâncias, tornar os serviços mais eficientes e reduzir gastos. Essa ampliação demonstra que o Governo de Mato Grosso prioriza o investimento em tecnologia na saúde”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Segundo o assessor de políticas de Saúde Digital da SES, Diógenes Marcondes, o projeto é uma estratégia inovadora de rastreamento e monitoramento de doenças oculares relacionadas a condições crônicas. “O Saúde Digital contribui para a prevenção da cegueira evitável, redução das desigualdades no acesso à saúde ocular e fortalecimento da rede oftalmológica do SUS em Mato Grosso”, completou.
De acordo com a gestora do programa, Dra. Vânia Berti, a iniciativa também busca ampliar o rastreamento de retinopatia diabética, hipertensiva e degeneração macular, reduzir filas regulatórias e capacitar profissionais locais.
Foram adquiridos 250 retinógrafos portáteis, com 75 unidades já disponíveis para início do projeto. O equipamento realiza fotos de alta resolução do fundo do olho, incluindo retina, artérias, veias e nervo óptico, e será integrado futuramente com Inteligência Artificial (IA), permitindo que o laudo seja emitido em até 72 horas.
“O projeto é inédito no Estado, fortalece a equidade no SUS e coloca Mato Grosso como referência nacional em teleoftalmologia e saúde digital”, destacou Vânia.
Programa já gerou economia de R$ 270 milhões
O Saúde Digital oferece 42 especialidades médicas via teleconsultoria, teletriagem, teleinterconsulta, teleconsulta e telemonitoramento, além de seis telediagnósticos: tele-estomatologia, tele-ECG, telerretinografia, tele-espirometria, teledermatologia e teleraio-X.
Na teleconsultoria, profissionais da APS podem tirar dúvidas com especialistas via mensagem de texto. Já a teleinterconsulta permite que o paciente seja atendido virtualmente pelo médico especialista, com apoio de um profissional da unidade de saúde como mediador.
Até 1º de outubro de 2025, o programa contabilizou:
- 520.297 telediagnósticos
- 12.518 teleinterconsultas
- 11.764 teleconsultorias
O resultado representa uma economia estimada em R$ 270 milhões.
Ao todo, 3.226 unidades de saúde estão cadastradas nos 142 municípios do Estado, além de 41 unidades prisionais e 5 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). Foram capacitados 1.691 profissionais para utilizar o programa em todas as funcionalidades, garantindo amplo acesso e cobertura em Mato Grosso.
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