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Nesta semana, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, promoveu o seminário “Violências: reconhecer, acolher e agir em rede”, reunindo cerca de 300 profissionais e representantes de diferentes setores para fortalecer as ações de enfrentamento às violências e ampliar a rede de proteção às vítimas na capital.
O evento foi realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, por meio das Vigilâncias Epidemiológicas de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (VDANT), com apoio do Escritório Regional de Saúde da Baixada Cuiabana e da Atenção Primária à Saúde de Cuiabá.
Participaram da programação profissionais das áreas da saúde, educação, assistência social, segurança pública, sistema judiciário e gestores públicos.
Durante os dois dias de atividades, os participantes acompanharam palestras, painéis intersetoriais, capacitações técnicas e estudos de casos práticos conduzidos por especialistas do Ministério da Saúde, além de equipes técnicas municipais e estaduais.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que o enfrentamento à violência exige integração entre os órgãos públicos para garantir acolhimento adequado e atendimento humanizado às vítimas.
Segundo ela, o fortalecimento da rede de cuidado e proteção permite preparar melhor os profissionais para identificar sinais de violência, acolher os pacientes e realizar os encaminhamentos corretos.
Entre os temas debatidos estiveram os impactos das violências na sociedade, violência autoprovocada, comportamento suicida, escuta protegida de crianças e adolescentes, acolhimento em diferentes ciclos de vida e a importância da notificação compulsória de casos no Sistema Único de Saúde.
Os profissionais também receberam orientações técnicas sobre o preenchimento correto das fichas de notificação de violência interpessoal e autoprovocada do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, ferramenta utilizada para monitoramento dos casos e planejamento de políticas públicas.
A secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, ressaltou que muitas vítimas chegam primeiro às unidades de saúde, tornando essencial a capacitação das equipes para identificação precoce dos sinais de violência e acionamento da rede de proteção.
No segundo dia do seminário, os participantes analisaram estudos de casos envolvendo abuso infantil, violência doméstica, negligência contra idosos e automutilação, promovendo debates sobre riscos, acolhimento e estratégias de cuidado.
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