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Suspeita tentou esconder dinheiro no telhado durante operação contra facção em MT

Suspeita tentou esconder dinheiro no telhado durante operação contra facção em MT

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Nesta quinta-feira (26.3), Ângela Maria Santana, de 50 anos, foi flagrada tentando esconder cerca de R$ 18 mil em dinheiro no telhado de uma residência durante o cumprimento de mandado da Operação Speakeasy, em Várzea Grande.

Ela é esposa do policial militar aposentado Edinilton Freitas de Melo, ambos alvos da ação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção Comando Vermelho.

Segundo as apurações, no momento da chegada das equipes policiais, a suspeita pediu para trocar de roupa e entrou no closet. Pouco depois, os agentes perceberam que a janela do cômodo estava aberta. Ao verificarem a área externa, encontraram uma sacola com o dinheiro escondida no telhado.

Além dos valores em espécie, também foram apreendidos 84 dólares, celulares dos investigados, veículos e uma arma de fogo. Entre os bens recolhidos estão um Honda HR-V, um Chevrolet Prisma, uma Toyota Hilux e uma pistola Taurus com dois carregadores e 28 munições.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com o objetivo de desarticular um grupo envolvido na movimentação ilegal de recursos do tráfico de drogas.

Ao todo, foram cumpridas 100 ordens judiciais em diferentes cidades, incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Pontes e Lacerda, Goiânia e Barueri. As medidas incluem mandados de prisão, buscas e apreensões, sequestro de veículos, bloqueio de contas bancárias e suspensão de empresas.

As investigações tiveram início em 2024 e identificaram um esquema que utilizava empresas de fachada, principalmente no ramo de bebidas, joias e eletrônicos, para ocultar valores ilícitos. A movimentação financeira do grupo é estimada em cerca de R$ 200 milhões entre 2021 e 2025.

Durante a operação, também foram apreendidos veículos de luxo, joias, celulares e notebooks, e os envolvidos foram encaminhados para a delegacia para os procedimentos legais.

O nome “Speakeasy” faz referência a bares clandestinos da época da Lei Seca nos Estados Unidos, associando-se ao uso de distribuidoras de bebidas como fachada no esquema investigado.

A ação integra a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça, com foco em estratégias permanentes de combate ao crime organizado.

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